''O presidente tomou conhecimento (do escândalo) pela imprensa''
Ministro Aldo Rebelo (Coordenação Política) confirmando quem é o último a saber

A decepção de José Dirceu
Sexta-feira pela manhã, o ministro José Dirceu se trancou em seu quarto, no Hotel Glória, no Rio, e leu a denúncia da revista Época contra o ex-assessor Waldomiro Diniz. Ficou perplexo: até aquele momento, planejava apenas ordenar que Diniz se licenciasse enquanto fosse investigado. Mas ao contrário do que lhe garantiu o ex-assessor durante toda a quinta-feira da crise, as provas contra ele eram mesmo irrefutáveis.

Demissão sumária
Depois de ler a reportagem, José Dirceu telefonou a um assessor e desabafou. Sentia-se decepcionado. A denúncia estava na contra-mão de tudo o que Waldomiro garantiu. A demissão sumária foi mera consequência.

Mudança
O PT mudou radicalmente. Depois de 24 anos atirando pedras nos outros, agora exibe um exuberante telhado de vidro.

Corpo mole
A Câmara discute a CPI do Waldomiro, mas a sua mesa diretora ainda faz corpo mole no caso do deputado Pedro Corrêa (PP-PE), denunciado por envolvimento com a máfia de fraudadores. E ainda culpa a Justiça por não liberar gravações da Polícia Federal, já divulgadas pelo ''Jornal Nacional''.

Ordem judicial
Já chegou à Câmara a ordem judicial para que o suplente Badú Picanço (PL-AP) seja empossado na vaga de Antonio Nogueira, primeiro deputado do PT cassado por abuso de poder econômico pelo TRE do Amapá.

Lula x Rio
Nas pesquisas qualitativas entregues à governadora Rosinha Matheus, o que mais se ouve dos cidadãos é que Lula ''não gosta do Rio de Janeiro'' e que por isso o trata como um Estado ''de quinta categoria''.

O porre de Lula
Se o escândalo envolvendo Waldomiro Diniz teve efeito de um terremoto, a bomba atômica temida pelo governo era a publicação, neste domingo, em importante revista, de uma foto com o flagrante o presidente Lula em estado de embriaguês, à saída de um jantar com deputados do PT, na terça (10).

Mistura fatal
No jantar com a bancada do PT, Lula ficou mais à vontade depois que os assessores de imprensa foram dispensados. Ele misturou bebidas, contou piadas preconceituosas sobre gaúchos, riu muito, cambaleou, tropeçou.

Barbas de molho
Depois que soube da possível reabertura da embaixada do Brasil no Iraque, Itamar Franco, nosso excêntrico embaixador em Roma, achou por bem parar com essa história de pedir transferência para outro posto.

Projeto de poder
Quem sai ao chefe não degenera. Assessor de José Dirceu na Casa Civil, o carioca-paulista Marcelo Sereno pavimenta com acordos exóticos sua liderança nas eleições internas do PT em 2005. Quer ser presidente do partido ou fazer o presidente que norteará a campanha de reeleição de Lula. Fez tanto estrago no Rio que seu apelido é Marcelinho Malvadeza.

Estoque zero
A Conab só tem 497 toneladas de alimentos para atender as vítimas das chuvas no Nordeste. Depois disso o estoque acaba. A quantidade dá para atender somente mais 30.564 flagelados.

Faltam receitas
Bem que o governo poderia distribuir receitas que utilizem apenas arroz, macarrão, óleo e café, únicos itens que compõem as cestas básicas para os flagelados do Nordeste. O difícil é café sem açúcar e arroz sem sal.

De olho nas contas
O vice José Alencar anda conversando com economistas renomados em São Paulo. Discute sugestões de como criar um sistema de contabilidade pública no País, assim como ocorre nas empresas privadas.

Dodói
Com o escândalo envolvendo Waldomiro Diniz, o presidente Lula já pediu novas sessões de acupuntura. Problemas com o braço direito...

PODER SEM PUDOR
Um barão no PCdoB
Era deputados na mesma época, no início dos anos 90, e em comum só o fato de residirem no mesmo prédio, em Brasília. O direitista Cunha Bueno (PP-SP), monarquista fanático, e Haroldo Lima (BA), um dos mais barulhentos esquerdistas da História da Câmara. Numa rara conversa entre eles, Lima revelou um segredo: ''meu avô era barão''. Buenos gargalhou:
- Então estamos conversados: quando a monarquia for restabelecida no Brasil, você voltará a ser chamado de barão. Barão Vermelho!

Colaborou: Teresa Barros
E-mail: [email protected]
www.claudiohumberto.com.br

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