''...do superfaturamento em desapropriações a invasões violentas''
Senador Álvaro Dias (PSDB-PR) sobre os temas a serem investigados pela CPI da Terra

Incerteza paralisa ministros

Pelo menos três ministros com a cabeça a prêmio pediram a interferência ao poderoso chefão José Dirceu para que o presidente Lula defina a reforma ministerial de uma vez por todas. Imobilizados pela incerteza, eles já começam a sentir os efeitos da demissão anunciada, incluindo a perda de autoridade junto às equipes que chefiam. O ministro da Casa Civil garantiu que tudo estará resolvido até o início da semana.

Palavra mágica

Lula garante que o Brasil não terá mais planos econômicos mirabolantes. Bolantes sem mira, talvez.

Briga mineira

A turma do senador Hélio Costa (PMDB-MG) tenta emplacar Marcos Lima, diretor há 4 meses, como presidente da estatal Furnas Centrais Elétricas, em lugar de José Pedro de Oliveira, apadrinhado de Itamar Franco.

Incorrigível

O indeciso Lula tenta uma solução que conservasse José Graziano (Fome Zero) e Benedita da Silva (Assistência Social) em seus cargos, mesmo com a criação de um super-ministério para coordenar a área social.

Não queria

O líder do PMDB, Eunício Oliveira (CE) sempre resistiu ao Ministério da
Integração, até para evitar problemas com o também cearense ministro Ciro Gomes, que nunca escondeu o desejo de permanecer no cargo.

Demissionário

A Eletrobrás foi oferecida ao PMDB porque o ministro José Dirceu considera demissionário o atual presidente, Luiz Pinguelli Rosa, que brigou há três meses com a ministra Dilma Rousseff (Minas e Energia) e entregou o cargo. O chefe da Casa Civil pediu para ele permanecer até a reforma ministerial.

Memória curta

O ex-deputado Antônio Palocci parece que esqueceu os caminhos da Câmara. Sempre que ele marca uma visita ao parlamento, envia antes um esquadrão de assessores para o ''reconhecimento da área''.

Impressões

Um diplomata disse que aquela conversa entre Lula e Bush foi ''apenas uma troca de impressões''. Algumas com tinta, outras não, esqueceu de dizer.

Novo lembrete

A prisão de Ari Natalino, em São Paulo, talvez sirva para lembrar à Câmara o dever de investigar as relações do mega-fraudador com o deputado Pedro Corrêa (PE), presidente do PP. Numa gravação telefônica, Ari instruiu o filho a propor a Corrêa 5% dos negócios e uma mesada de R$ 200 mil.

Vade retro

Benedita da Silva quase teve um troço, estes dias, ao receber convite para um novo ''café da manhã de oração'', como o que a levou a Buenos Aires. Será nos Estados Unidos, em abril, com George Bush. Bené não vai, claro.

Ele é sabido

O ministro Miguel Rosseto (Desenvolvimento Agrário) é esperto. Para não causar celeuma, preteriu os amigos do MST e aumentou em 58% (de R$ 2,4 para R$ 3,8 bilhões) os recursos destinados à agricultura familiar.

Torcedor não é bobo

No intervalo do futebol, na TV Globo, Galvão Bueno e colegas deveriam desistir de tentar enganar os telespectadores, usando fones de ouvido para fingir que estão no estádio, quando nem sequer saíram do estúdio.

Efeito contrário

Apesar de os EUA insistirem na mentira de ''terrorismo na tríplice fronteira'', o fluxo de turistas à região melhorou, em 2003: os visitantes às Cataratas pelo lado brasileiro cresceram 18,5% (765.277, em 2003). Graças às novas atrações no Parque Nacional do Iguaçu, e, claro, à propaganda norte-
americana.

Zoom

Acaba hoje em Carquefou (França) o V Encontro Internacional do Desenho de Imprensa, com cartunistas do mundo inteiro discutindo ''Um zoom sobre outra América''. O único brasileiro, Amorim, mostra o primeiro ano de Lula.

De Itararé a Lula

Quem estranha mudanças de comportamento de Lula depois de chegar ao poder, não deve conhecer uma frase do saudoso humorista Aparício Torelli, o Barão de Itararé: ''Queres conhecer o Inácio, coloca-o num palácio''.

Destino gay

O reconhecimento da união homossexual para fins imigratórios no Brasil está atraindo casais de brasileiros e norte-americanos nos EUA, segundo a ONG Love sees no borders, da brasileira Marta Donayre. Recebe muitos e-mails pedindo ajuda, mas nossos consulados não sabem como tratar a questão.

Arrastão

No comercial da Nova Schin, todo mundo levanta o braço. É malhação ou assalto?

PODER SEM PUDOR

Candidato dorminhoco

Chefe da UDN em São José do Egito (PE), Inácio Valadares atacava Jarbas Maranhão, candidato do PSD ao governo do Estado em 1958:
- Como o homem que levanta com o sol a pino pode governar Pernambuco?
Na eleição seguinte, em 1962, Valadares resolveu apoiar o mesmo Maranhão, o dorminhoco, candidato ao Senado. Num comício, explicou-se:
- Eu dizia que não podia votar no Maranhão porque ele acorda tarde. Mas, para o Senado, pode. Eles só começam a trabalhar depois das 11h...


Colaborou: Teresa Barros
E-mail: [email protected]
www.claudiohumberto.com.br

mockup