Claudio Humberto
''O PMDB terá ministérios e não apenas ministros.''
(Deputado Michel Temer SP, presidente do PMDB, sobre a reforma do governo Lula)
Exportação: colapso anunciado
O comércio exterior brasileiro pode sofrer um colapso, a partir de julho, quando começa a vigorar o sistema de prevenção contra ''ações terroristas'' (ISPS Code) nos terminais portuários de 150 países. Sem certificação de segurança nas instalações portuárias, as cargas brasileiras estarão sujeitas a rejeição, nos portos de destino. O Brasil não adotou qualquer providência: o governo acha que o encargo é dos exportadores, e vice-versa.
Também quero
Além de Garibaldi Alves (RN) e Hélio Costa (MG), candidatos deles mesmos, e de Romero Jucá (RR), candidato do líder Renan Calheiros, a senador Ney Suassuna (PB) entrou na corrida para ser ministro do PMDB.
Anvisa camarada
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária planeja aumentar em 50 vezes o limite do agrotóxico RoundUp na soja transgênica RR, da Monsanto. Se o fizer, ajudará a multinacional a estancar o prejuízo acumulado há 2 anos.
Tudo são flores
A Câmara dos Deputados paga quase meio milhão de reais (R$ 470 mil) a uma empreiteira, a Santa Helena Urbanização e Obras, para a manutenção de vasos ornamentais nas áreas externa e interna do seu prédio.
Decepção
O ministro demissionário Roberto Amaral (Ciência e Tecnologia) não sairá atirando, mas acha que o projeto de Lula & patota é manter-se no poder por muito tempo, esquecendo o que sempre pregou. Está decepcionadíssimo.
Dura Lex
Promovidos a suboficiais há um ano, mais de 900 cabos anistiados da FAB esperam a indenização. Se fossem ex-metalúrgicos amigos de Lula...
'Interesse' público
Além dos problemas causados por 2,5 milhões de goianos, mineiros e até baianos que utilizam a rede pública de Brasília, o secretário de Saúde do DF, Arnaldo Bernardino, ainda enfrenta curiosas ordens judiciais: uma delas o obrigou, há dias, a fornecer Viagra para um ansioso cidadão brasiliense.
Reciprocidade, já
Também o Reino Unido maltrata brasileiros. Quando desembarcam em Londres, muitos são barrados no aeroporto, submetidos a ''exames físicos'' vexatórios e repatriados à força. Nenhum inglês passa por isso no Brasil.
Dolce farniente
Itamar Franco cansou do dolce farniente e da própria incapacidade de dar ''bom dia'' em outro idioma: ele propôs trocar de posto com o embaixador do Brasil em Lisboa, Paes de Andrade. Recebeu ''não'' como resposta.
Tamancadas
No jornal português ''Correio da Manhã'', a chacota pegou Lula. O leitor F. Santos exigiu que expulsem brasileiros de Portugal, porque o Brasil descumpre o ''acordo de reciprocidade'' (certamente porque não maltrata portugueses que aqui desembarcam) e sugere que informem ao presidente por telefone ''pois é do conhecimento geral que Lula tem dificuldade em ler''.
O triunfo do lobby
Causou alvoroço, no Congresso, a notícia de que o prefeito petista de Blumenau (SC), Décio Lima, aquele que levou Lula a Oktoberfest, contratou um lobista em Brasília para ''agilizar'' a liberação de verbas federais.
Obras na pista
A construtora Paulo Octavio, de Brasília, entrou com liminar no Tribunal de Justiça do Paraná, que desclassificou a empresa na licitação para construir o anexo da corte. A proposta vencedora (da Cesbe, de Curitiba) foi R$ 3 milhões maior. Era concorrência pelo menor preço.
Plataforma encalhada
Metalúrgicos de Angra dos Reis temem que a Petrobras construa a P-51 no exterior, gerando lá fora os milhares de empregos prometidos pelo governo do Rio. Rosinha Matheus ainda não as isentou de ICMS. É jogo político com o governo federal, acusa o vereador Aguilar Ribeiro (PCBdoB).
6 x 6
O governo ampliar a reforma ministerial: seis serão trocados por meia dúzia.
PODER SEM PUDOR
Marcação teatral
Paulo Maluf é um artista. Era prefeito de São Paulo, em outubro de 1996, e visitava o Salão do Automóvel. A certa altura, percebeu que o governador do Estado, Mário Covas, adversário, caminhava em sua direção. Ficou de costas, parado. Quando Covas já estava a um metro e meio de distância, um assessor murmurou entre os dentes: ''agora!''. Naquele instante, Maluf se virou rapidamente e passou pelo governador, acenando sem parar:
- Oi, Mário.
Deixou Covas com a mão no ar e sorriso amarelo no rosto.
Colaborou: Teresa Barros
E-mail: [email protected]
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