Claudio Humberto
''Como atrair investidores brincando de faz-de-conta com as agências?''
(Senador Agripino Maia RN, líder do PFL, criticando a intervenção do governo na Anatel)
Governista ataca Zilda Arns
A resposta do governo às críticas de Zilda Arns, da Pastoral da Criança, ao ministro Cristovam Buarque (Educação), chegou pelo ex-ministro Fernando Lyra, presidente da Fundação Joaquim Nabuco, que declarou à coluna: ''Ela é a vaidade vestida de humildade. Na hora de representar a humildade, faz muito bem, mas na hora de destilar sua arrogância, não tem limites. Foi assim com o presidente Lula, com Graziano e, agora, com o Cristovam''.
Dona da verdade
Ruth Cardoso, mulher do ex-presidente Fernando Henrique, evitava compartilhar mesas de reunião com Zilda Arns. Irritava a ex-primeira-dama o comportamento de ''dona da verdade'' da irmã de dom Paulo Arns.
Indecisão
A hesitação de Lula, na substituição de ministros, lembra a folclórica incapacidade de um antecessor, José Sarney, de tomar decisões. E evidencia o verdadeiro ''nojo'' do PMDB, que ele já confidenciou a amigos.
Profissão: repórter
A última assembléia da ABI, no Rio, daria bom material para o Barão de Itararé. Tentaram criar o cargo de conselheiro vitalício e propuseram dar a Roberto Irineu Marinho o título de sócio número 1. O filho mais velho do dr. Roberto perdeu para Gustavo Lacerda, repórter negro e fundador da ABI.
Os magos
O encontro de Lula com FhC, no Itamaraty, para o recebimento da medalha Notre Dame, bem que poderia ter acontecido dia 6, e não na segunda. Pelo tamanho do ego da dupla, a data mais adequada seria, claro, o Dia de Reis.
Visão política
Miro Teixeira perdeu a chance de garantir a estabilidade no emprego ao esnobar, há seis meses, o convite do presidente do PMDB, Michel Temer, para chefiar o partido no Rio. Agora é o PMDB que vai ocupar sua pasta.
Trama
De um alto dirigente do PL sobre uma reunião de duas horas, terça, entre o nº 2 do Ministério dos Transportes, Keiji Kanashiro, e o diretor do DNIT, José Coutinho: ''estavam tramando contra o ministro Anderson Adauto...''
Morto de inveja
Para diplomatas que conhecem a alma do chanceler Celso Amorim, ele se fingia de morto, no caso dos norte-americanos fichados em aeroportos, porque queria ter sido o autor da ordem de aplicar o princípio da reciprocidade.
Lista negra
O jornalista norte-americano Jonathan Gurwitz comprou briga no jornal San Antonio Express com o juiz federal Julier Sebastião da Silva: ironizou a decisão ''idiota'' de fichar os seus intocáveis compatriotas, referindo ao Brasil como ''país que foi paraíso de nazistas após a II Guerra''.
Companheiro Sebastião
Antes de criticar a decisão que tanto orgulhou os brasileiros, o presidente Lula deve lembrar que Julier Sebastião da Silva é militante histórico do PT. Iniciou sua atuação, no Direito, como advogado do partido no Mato Grosso.
Vicentinho: média 7,1
O deputado Vicentinho (PT-SP) e a Uniban garantem que ele cumpriu toda a carga horária do 5º período de Direito, em 2003, segundo o sistema diferenciado aprovado pelo conselho da universidade, de conformidade com a Lei de Diretrizes e Bases (LDB). Até foi aprovado com média 7,1.
Questão eleitoral
O aposentado que o acusou de não frequentar as aulas, Marcelo de Sá e Sarti, segundo Vicentinho, é um ''apaixonado apoiador'' do atual prefeito de São Bernardo (SP), que até nomeou uma filha dele para importante cargo. Ele nega que tenha definido Milton Linhares como seu vice, nas municipais.
Santo remédio
Nem o governador Roberto Requião sabia que o Estado era ''sócio'' da Farmácia Santa Helena, em Sarandi, segunda maior cidade do noroeste do Paraná. A polícia apreendeu grande lote de remédios desviados da secretaria de Saúde. Entre eles, mais de 500 caixas de antibióticos.
PODER SEM PUDOR
De volta ao País
O deputado João Caldas (PL-AL) encontrou terça-feira o presidente da Câmara dos Deputados, João Paulo Cunha (PT-SP), e puxou conversa:
- Fernando Henrique disse que no próximo ano vai morar no Brasil...
Antes de o presidente da Câmara falar qualquer coisa, Caldas arrematou:
- ...Lula também!
João Paulo caiu na gargalhada. Longa e ruidosa demais, para um petista.
Colaborou: Teresa Barros
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