''A gente só pensa naquilo.''

(Deputado Jorge Bittar (PT), confirmando a candidatura e Nizan Guanaes na sua campanha a prefeito do Rio)

INSS: cobrança privatizada

O Conselho Nacional de Previdência Social criou um grupo de trabalho para estudar como cobrar a monumental dívida das empresas com o INSS. A proposta mais polêmica, que aterroriza os procuradores, é terceirizar a cobrança para profissionais privados, com auditoria internacional, para evitar negociatas. A primeira reunião do grupo será hoje, em Brasília. Os procuradores já se armam para continuar com o monopólio da cobrança.

Sabonete Lula

Lula acha que está perdendo ''a guerra da comunicação'' na classe média, onde as pesquisas detectam crescente insatisfação. Mas, em vez de corrigir rumos, optou por uma grande campanha publicitária sobre os seus feitos.

Aparências

O líder do PMDB no Senado, Renan Calheiros (AL), tem livre acesso ao ''núcleo duro'' do governo, mas o presidente Lula não o quer no ministério, nem facilitará a sua vida na intenção de presidir o Senado.

Sinal verde

O Palácio do Planalto deu sinal verde para que seja apreciada, já no início do ano, a proposta de emenda constitucional que permitirá a reeleição dos presidentes do Senado, José Sarney, e o da Câmara, João Paulo Cunha.

Estar ou não estar

Pesquisa da CNT/Sensus revela que a maioria dos dois mil entrevistados aprova as viagens de Lula. Talvez porque não faça a menor diferença.

Quem vetou

Não foi o PMDB que vetou Pedro Simon no Ministério dos Transportes, mas o próprio Lula. O presidente teme o relacionamento do bom senador com outro gaúcho, o ex-ministro dos Transportes de FhC, Eliseu Padilha.

Alvo fácil

Os vidros blindados do gabinete de Lula, instalados por sua segurança, não só desfiguraram o Planalto como tornaram lusitanamente fácil identificar o local de trabalho do presidente, no 3º andar: são os únicos espelhados.

Esquadrão da morte

Silvio Pereira, assessor da Casa Civil, não larga o telefone, certificando-se de que os delegados do PT aprovarão no final da semana a expulsão de Heloísa Helena, Babá, João Fontes e Luciana Genro. Será um massacre.

Nem pensar

A senadora Ideli Salvatti (PT-SC) anunciou para sábado um debate com a Heloísa Helena (PT-AL), mas era cascata. A alagoana diz que só debate com os chefes dela, ''de Zé Genoíno para cima''. Como Lula e José Dirceu.

Caro advogado

Afastado da prefeitura de Porto Seguro (BA) após um afano de R$ 39 milhões, Ubaldino Pinto contratou o escritório de advocacia do filho de um ministro do Supremo Tribunal Federal. Amigos do prefeito afastado afirmam que os honorários do jovem luminar do Direito custam R$ 700 mil semanais.

Santo Ofício

A retratação do sociólogo petista Francisco de Oliveira deixou pasma uma testemunha da veemência dele (''não arredo um milímetro do que disse''). Acha que Chico, ameaçado de processo por José Dirceu, ''ajoelhou-se no tribunal do Santo Ofício instalado na Casa Civil, e como Galileu, abjurou''. Esqueceu do ''e pur se muove'' (no entanto, a terra se move) do digno sábio.

Olha o ''rapa''!

Depois de dar uma de mascate, vendendo produtos do Brasil no Oriente, o presidente Lula precisa ter cuidado, ao retornar. Com essa imagem de camelô, convém não desembarcar no Rio de César Maia, de jeito nenhum.

E o ''procurAtor''?

Para o ex-ministro Eduardo Jorge, José Genoíno chama Heloísa Helena de ''senatriz'', enquanto ''o Luiz Francisco está aí, fazendo das suas há mais tempo, e ele não o chamou pelo seu verdadeiro qualificativo: procurAtor''.

Saúde financeira

O Ministério Público do Trabalho investiga denúncia do Sindipetro de que ex-empregados da Petrobras, indenizados no PVD e aposentados por insalubridade, são recontratados por prestadoras de serviço para locais insalubres. É ilegal e alguns ganham mais que os funcionários efetivos.

Trem da alegria

Para o sindicato carioca dos fiscais de Renda (Sincaf), será um ''trem da alegria'' a aprovação hoje do projeto do vereador João Cabral, aumentando os salários dos fiscais de atividades econômicas, vulgo ''rapas''.

PODER SEM PUDOR

Miserê sob concurso

Jânio Quadros era presidente e solicitou ao chefe da Casa Civil, Quintanilha Ribeiro, a lista dos cargos disponíveis, para atender o pedido de um ministro para empregar um sobrinho de 20 anos. Jânio escolheu: tesoureiro dos Correios no Recife, 27 mil cruzeiros por mês. O ministro descartou: ''é muito, o menino não pode ganhar quase o meu salário''. Jânio escolheu outro, de tesoureiro auxiliar do IAPC (previdência dos Comerciários), 15 mil por mês. O ministro também achou excessivo. Jânio guardou os papéis e desistiu:
- Ministro, abaixo desse salário, só com concurso público...
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Colaborou: Teresa Barros
E-mail: [email protected]
www.claudiohumberto.com.br

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