''Nós negociamos com quem vota, e governador não tem voto.''

Professor Luizinho (SP), líder de fato do PT, desdenhando da pressão dos governadores

Requião ataca Palocci

O governador Roberto Requião (PMDB) reuniu a bancada do seu Estado, em Brasília, e avisou: ''Quem votar a favor dessa reforma vira deputado do Planalto e deixa de ser do Paraná, devolve os cargos e não põe mais os pés no Palácio Iguaçu!''. Atacou o ministro Antônio Palocci, taxando-o de ''ladrão'', por ter sido ''condenado a devolver R$ 12 milhões à prefeitura de Ribeirão Preto'', e ''agora quer também desviar recursos do Paraná''.

Cara a cara

Paulo Bernardo (PT-PR) articulou um encontro de Requião com Antônio Palocci e José Dirceu, no Planalto. Foi inútil: assessores de Requião dizem que ele reiterou o ataque ao próprio Palocci, que manteve a fleuma.

Nova conversa

O entrevero da véspera não impediu que Requião e Palocci conversassem animadamente ao telefone, ontem à tarde, pelas 16h, segundo assessores do ministro. Não houve acordo e Requião acusou Palocci de ''intolerância''.

Nervosismo

Roberto Requião causou nervosismo no Planalto: é o governador mais afinado com o presidente. Mas o governo acha que a irritação de Requião tem outro motivo: a reunião de Lula com a cúpula do PMDB, a que se opõe.

Reforma ''laborcida''

O deputado Antonio Carlos Mendes Thame (PSDB-SP) criou uma nova definição para a proposta de Reforma Tributária do governo: ''laborcida''. Porque impede o crescimento e acaba com o emprego.

A farra continua

A OAB nacional concluiu ontem o levantamento do número de faculdades de Direito existentes no País: agora são 702. No final do governo FhC, quase chegavam a 600. Nos Estados Unidos, são apenas 180.

Cobrar, que é bom...

O INSS continua inerte na cobrança aos devedores, cujo calote soma R$ 160 bilhões, e aos sonegadores, que desviam R$ 32 bilhões.

Estranho sumiço

Sumiu há 4 anos a denúncia à Presidência da República do escândalo de seguros de prateleira dos bancos Safra e Rural. O processo 006178 estava na Secretaria de Direito Econômico e no site do Ministério da Justiça.

Costa quente

A saúde política de Humberto Costa não poderia estar mais forte. Apesar de reconhecer os erros de posicionamento público do ministro da Saúde, o poderoso José Dirceu o protege. Acha que ele põe o dedo nas feridas tucanas, por isso tem sido atacado. Mais pelo que faz do que pelo que diz.

Babalaô, ô, ô...

ACM faz 75 anos e festeja. Os que ainda são aliados cantam ''parabéns pra você, nesta data querida, muitas felicidades, muitos grampos de vida''...

TCU na cola da Geap

Chega a 12 o número de processos no TCU envolvendo irregularidades na contratação da Fundação Geap para fornecer planos de saúde a servidores públicos. Todos batem na mesma tecla: a entidade, de caráter privado, driblou a lei de licitações para assinar convênios com 21 órgãos federais.

Até tu, AGU?

O último cliente da Geap é a Advocacia-Geral da União, cujo contrato foi fechado no tapetão, depois de uma concorrente vencer a licitação. A AGU ainda não explicou o resultado do Pregão nº 23/2002. O caso foi levado ao ministro Waldyr Pires, chefe da Controladoria-Geral da União.

Aparelhismo démodé

A ex-deputada Lúcia Carvalho (DF), diretora do INSS incluída na excursão à Europa, foi plantadora de algodão e manicure, antes de militar no PT. Sua opinião foi decisiva para que o INSS atribuísse maior pontuação a militância sindical do que a curso superior, na escolha dos novos gerentes do INSS.


Novo rebelde

O deputado Paulo Bernardo (PT-PR) está sujeito a represálias do partido: contrariando a regra de maus tratos a jornalistas, explicou aos repórteres, no Congresso, ponto por ponto, a enésima versão da reforma tributária.

Juiz desprotegido

Ameaçado de morte por seu combate ao trabalho escravo, o juiz Jorge Antônio Ramos Vieira, de Paraupebas (PA), está sem proteção: a Polícia Federal alega não ter verba. Ele ficou indignado: ''O governo compra aviões e não pode pagar a diária de um policial na segurança de um juiz?''


PODER SEM PUDOR

Esqueça-me, se puder

Exilado no Uruguai, após o golpe de 1964, Leonel Brizola recebeu a visita de um gaúcho, vestido a caráter, que recusou a sugestão de sair pela porta dos fundos para evitar a polícia política: ''Nada tenho a esconder: visitei o dr. Brizola!''. E se perguntarem quem você viu dentro da casa?, indagaram. Ele:
- Eu digo: o doutor Raphael, o Neiva Moreira, o Cibilis Viana...
Viana o interrompeu:
- Olha, meu nome você pode pular, está bem?
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Colaborou: Teresa Barros
E-mail: [email protected]
www.claudiohumberto.com.br

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