Claudio Humberto
''O presidente nos autorizou a cobrar e nós vamos cobrar''
Luiz Marinho, da CUT, com licença para lembrar que Lula prometeu dobrar o salário mínimo
A origem do caso Banestado
A origem do escândalo Banestado é curiosa. Em 1996, um gerente de câmbio do banco, Eraldo Ferreira, foi acusado de desviar US$ 228,3 mil de uma conta da agência de Nova York. Na sua defesa por escrito, em poder da coluna, Ferreira não só admitiu o desvio como jogou lama no ventilador, revelando o esquema de captação e remessa ilegais de dinheiro ao exterior. Foi ele quem relacionou as 107 contas em Nova York.
Gaveta tolerante
O escândalo Banestado acabou com o procurador Carlos Fernando dos Santos Lima, hoje na força-tarefa que investiga as contas CC-5. Ele tomou o depoimento de Eraldo Ferreira, que confirmou tudo e um pouco mais, mas o processo tomou o rumo de sua gaveta, onde ficou por quatro anos e meio.
No escuro
A situação para os americanos no Iraque é uma briga de foice no escuro. Só que agora a foice está com o inimigo.
Animação garantida
Será de graça a plenária radical na Uerj, hoje. Os rebeldes Babá, Luciana Genro, João Fontes e o vereador Eduardo Gomes (RJ) discutirão ''Situação política, os rumos do PT e perspectivas''. Começa às 18h30, no auditório 91.
Livre oportunismo
Quando os pátios estão superlotados a indústria automobilística pede socorro ao governo, como acaba de fazer, os chefões das montadoras nem se lembram do ''livre mercado''. Essa lei só vale na hora de cobrar ágio.
Prejuízo fala alto
A Monsanto ameaça agricultores gaúchos que cultivaram a soja transgênica contrabandeada da Argentina por uma razão: um prejuízo de US$ 1,7 bi em 2002, por não ter aberto novos mercados como prometeu aos acionistas para os seus produtos. E vê o Brasil como a salvação de sua lavoura.
Barril e pólvora
No Iraque, o número de americanos mortos após o ''fim da guerra'' é maior que o de mortos em combate. Já os poços de petróleo do país invadido estão ativos como nunca. É pólvora para os soldados e barril para Bush.
Nem aí
Instalada há oito meses, a Comissão Cidadã do Detran, que julga motoristas acusados de acidentes graves, ainda não tem representante da OAB-RJ. A Associação de Vítimas do Trânsito integra a comissão.
Morreu de velho
Parado há seis anos, o inquérito 08400.010279/97 da Polícia Federal de Pernambuco tem 200 páginas de arrepiar: chamados de ''prateleira'' ou ''goela baixo'', os seguros dos bancos Safra e Rural envolviam vistoria em imóveis das próprias agências, apólices frias de empresas no mesmo endereço ou no meio do mato. Até motoboy virou laranja.
Sem promoção
A Agência de Promoção de Exportações ganhou um orçamento anual de R$ 200 milhões, mas está emperrada pela confusa cadeia de comando. O presidente, Juan Quirós, não quer papo com líderes empresariais e ainda não se desligou dos assuntos de sua empresa Vecotec, de que se licenciou.
Revisão em 2006
Com a reforma tributária a toque de caixa, e emendas redigidas sobre o joelho, toma corpo a proposta do deputado Luiz Carlos Santos (PFL-SP) de deixar a tarefa principal para o Congresso a ser eleito em 2006, com a missão específica de realizar uma revisão constitucional na carta de 1988.
Fica onde está
O delegado Francisco Garisto foi reeleito presidente da Federação Nacional dos Policiais Federais. É terceira vez que preside a Fenapef.
Considerado Japiassu
Sai o novo romance de Moacir Japiassu, ''Concerto para paixão e desatino'' (Francis, SP, 352 p), saudado como ''poema sinfônico sem precedentes, na literatura brasileira'', esmiuçando a Revolução de 30 na Paraíba ''com humor e majestade''. Lançamento dia 5, em João Pessoa, onde Japiassu nasceu.
Corporativismo
O Supremo Tribunal Federal atendeu a OAB, negando a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telefônico do advogado Bruno Monteiro, ligado a empresas suspeitas, no setor de combustível. A OAB teme o precedente. O deputado José Carlos Araújo (PFL-BA), da CPI, protestou contra o ''corporativismo''.
Homens trabalhando
Pais de alunos do Instituto de Educação do Rio (atual Iserj) surpreenderam-se com a retomada das obras, após nota na coluna: pintura do refeitório, limpeza da piscina etc. A Faetec afirma que começaram bem antes, no prédio em ''condições precárias''. Os pais pedem mais consertos.
Toc, toc, toc
Agosto chegou ao fim com um currículo mais extenso: o mês do suicídio de Getúlio (dia 24) e da renúncia de Jânio (25), é agora o mês do maior atentado terrorista contra a ONU, com a morte do brasileiro Sérgio Vieira de Mello, e da maior tragédia da pesquisa espacial do Brasil, em Alcântara.
PODER SEM PUDOR
Pegadinha de presidente
Eleito presidente, em 1994, FhC foi com a mulher, Ruth, passar uns dias no Pantanal, perto da fronteira com a Bolívia. A bordo de um barquinho, o casal avançou em território boliviano até encontrar um posto policial. Ele desceu e, só para experimentar o gostinho do cargo que iria ocupar, apresentou-se ao policial como o presidente eleito do Brasil, pedindo ao incrédulo homem transmitisse os seus cumprimentos ao presidente Sánchez de Lozada.
- Até hoje ele deve estar desconfiado que era mentira diverte-se FhC.
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Colaborou: Teresa Barros
E-mail: [email protected]
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