Retrocesso também na Funasa
No caso da Fundação Nacional de Saúde (Funasa), a falta de qualificação dos ocupantes de cargos de direção decorre da decisão que jogou no lixo uma conquista histórica: o decreto 3450/2000, de FhC, que restringia esses cargos a qualificados servidores de carreira, ferindo de morte a politicagem na Funasa. Mas foi alterado pelo decreto 4615/2003, do presidente Lula, de maio deste ano, em nome do ‘‘aparelhismo’’ em voga no governo do PT.
Politicagem
O fim da exigência de só nomear servidores de carreira qualificados para a direção Funasa permitiu a nomeação e a demissão, por motivos políticos, de um estranho: o marido da deputada quase-rebelde Maninha (PT-DF).
Pensando bem...
...loteando tanto cargo no governo, o PT criou um neologismo: o nepetismo.
Em campanha
Diante da espantosa entrevista de Maurício Correia a Eduardo Oinegue, de Veja, o ex-ministro Fernando Lyra desabafou, incrédulo: ‘‘nunca vi antes um presidente do Supremo fazer campanha eleitoral no exercício do cargo’’.
Incomodou
A Justiça é cega, mas, o governo Lula preferia que fosse também muda.
Vocação familiar
Foi tão polêmica quanto a do marido, senador Luiz Otávio (PMDB-PA), a indicação da dona-de-casa Lílian Lúcia para conselheira vitalícia do Tribunal de Contas do Pará. Era acusada de falta de qualificação. Uma inesperada gravidez serviu de pretexto para adiar a sua nomeação, em 2002.
Taxa dobrada
O CNPq distribuiu ‘‘taxas de bancada’’ (verba mensal para despesas) a pesquisadores que já recebem esse benefício de fundações estaduais como Fapesp e Faperj. A regra é: para a maioria, nada; para alguns, o dobro.

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