Claudio Humberto
''Todos os brasileiros ficamos tristes e sentidos com a notícia''
Gustavo Kuerten, o tenista, sobre o falecimento do jornalista Roberto Marinho
Fome de gastar e empregar
Quem tem fome tem pressa, mas esse não é o caso do Programa Fome Zero, que priorizou a negociação de um acordo com a Unesco, agência da ONU, para contratar ''consultores'', amigos e militantes, naturalmente sem concurso, a R$ 10 mil por mês. Muitos famintos continuam sem comida, mas os assessores do ministro José Graziano não se queixam, com viagens e diárias de pelo menos R$ 200 para viajar pelo País correndo a sacolinha.
Lambendo chicote
Depois de afirmar várias vezes que voltar ao partido que o expulsou seria como ''lamber o chicote de quem o açoitou'', o senador Alvaro Dias (PDT-PR) ensaia o seu retorno ao PSDB, de onde saiu corrido após apoiar a CPI da Corrupção do governo FhC. Ele já foi também do PMDB, do PST do PP.
Impressão que fica
Os chefões do Fome Zero, que equiparam seus gabinetes com toda a mordomia, como a coluna já revelou, mandaram comprar impressoras a laser de R$ 7 mil, ignorando as de jato de tinta, de no máximo R$ 400.
Pensando bem...
...o PT virou vidraça, mas ainda tem sua porção estilingue.
À prova de grampo
Quem vê o deputado Bispo Rodrigues (RJ), vice-líder do PL, imagina estar diante de algum vendedor de celulares: anda com quatro. Sabedor das artes e manhas da arapongagem, ele apenas se previne contra o grampo.
Rima sem solução
Na reforma da Previdência, prevaleceram os ataques dos radicais do PT, os destaques do centro negociador e os achaques daqueles que exigem vantagens e cargos em troca de votos. Como sempre.
Lições do aprendizado...
O governo Lula comprova: não se faz omelete sem quebrar os vidros.
PT lombrosiano
Um segurança da Câmara revelou ao deputado Luiz Carlos Hauly (PSDB-PR) o critério para ''filtrar'' o acesso de visitantes na Câmara:
- É para deixar entrar quem tem senha e boa aparência.
Sonho de primavera
Antônio Palocci e o senador Aloizio Mercadante (PT-SP) divergem em muita coisa, mas têm um sonho comum: a demissão de Miro Teixeira até outubro, no máximo. Eles acham que pegou muito mal para o Brasil a tentativa do ministro das Comunicações de rasgar contratos firmados na sua área.
Sem concessões
Radical é a gaúcha Luciana Genro (RS): quando o presidente da Câmara informou o falecimento de Roberto Marinho, tarde da noite, e pediu um minuto de silêncio, ela quis protestar. Foi impedida por João Paulo Cunha, que desligou o microfone, e pelo moderado Babá (PT-PA), que a acalmou.
Olha a rapidez
Assim que o soube da morte de Roberto Marinho, o Diário Oficial estava quase todo impresso, mas, ainda assim, deram um jeito de publicar o decreto de Luto Oficial na sua página 8. Em maio, no falecimento do ex-vice-presidente Aureliano Chaves, o ato só foi publicado três dias depois.
Enquadramento
Com medo de tumulto como gatos escaldados de água fria, os presidentes da Câmara e do Senado transferiram um congresso de Educação no auditório Petrônio Portela, no Senado, para um lugar onde manifestações de protesto não são - digamos - bem compreendidas: o Clube do Exército.
PODER SEM PUDOR
Ele pensa que é o chefe
Primeiro secretário da Câmara, Geddel Vieira Lima (PMDB-BA) estranhou um expediente que recebeu do chefe de gabinete do presidente da Câmara, ordenando uma despesa. Geddel devolveu o papel ao deputado João Paulo Cunha (PT-SP), chefe do influente José Humberto, com o seu parecer:
- Consultei a Constituição, o Regimento da Câmara, a Bíblia e até o alcorão, mas não encontrei em nenhum lugar que ordenar despesas faça parte das atribuições do seu chefe de gabinete. Arquive-se.
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Colaborou: Teresa Barros
E-mail: [email protected]
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