Cláudio Humberto
''Segunda-feira haverá (no mercado) o efeito ufa!''
(Embaixadora americana Donna Hrinak, metendo o bedelho na política interna brasileira)
Bodin pode ser o presidente do BC
Pedro Luiz Bodin de Moraes é o mais forte candidato para substituir Armínio Fraga na presidência do Banco Central, no governo de Luiz Inácio Lula da Silva. Ele é professor da PUC do Rio, diretor do Banco Icatu e tem prestígio no mercado financeiro. Amigo de figuras ilustres como o ex-ministro Marcílio Marques Moreira e o economista Edmar Bacha, Bodin de Moraes foi diretor do BNDES e do próprio BC e apoiará a equipe de transição petista.
Líder da oposição
Serra aprontou o pronunciamento que fará para saudar Lula, tão logo seja proclamado o resultado. Dirá que as urnas o elegeram líder da oposição ao futuro governo e prometerá cumprir a missão sem mágoas. Não dirá ''fora Lula'' no dia seguinte à posse, ''como fez o PT com Fernando Henrique''. Será um estocada sutil, num discurso que se pretende de ''alto nível''.
Serra x Aécio
Embora já se considere ''líder da oposição'', Serra terá que disputar o título com o peso-pesado governador eleito de Minas, Aécio Neves. Ficará em desvantagem na disputa, já que não terá mandato e seu oponente estará em plena ribalta, governando o segundo estado mais poderoso do país.
Ciro embaixador?
O ex-candidato Ciro Gomes pode substituir o tucano de carteirinha Rubens Barbosa na embaixada brasileira em Washington, segundo notícia que circula no DEC, o Departamento de Escadas e Corredores do Itamaraty. A dúvida é se a ''embaixatriz'' Patrícia Pillar suportaria a distância dos palcos.
Centavos investidos
A Embratel informa que investe no Brasil, e que só em 2002 aplicou R$ 696 milhões no País. Mas isso são centavos, se comparados aos investimentos das três empresas de telefonia fixa com as quais a subsidiária da quebrada WorldCom vive às turras na Justiça: a Telefônica despejou R$ 13,5 bilhões, a Telemar R$ 18 bilhões e a Brasil Telecom, a menor delas, R$ 8 bilhões.
Sem celular
Ricardo Kotsho, assessor de imprensa de Lula, perdeu seu celular num comício em Aracaju e tomou uma decisão radical: não usa mais essas maquininhas infernais. Raciocínio de Kotsho: ''Se a Ana Tavares (assessora de imprensa de FhC) passou oito anos sem celular, também vou conseguir''.
Constituição ignorada
A censura ao Jornal de Brasília (a pedido do PT e do PMDB) e ao Correio Braziliense (a pedido do PMDB) não são fatos isolados. Sob o silêncio de entidades como OAB, ABI e sindicatos, a Justiça Eleitoral tem praticado essa violência em todo o País. Boris Casoy está censurado há meses e, em Goiânia, a brava Rádio K foi fechada. Seus crimes: fazer jornalismo.
Kit cidadania
A empresária brasiliense Cristina Bonner entregou a Lula, em São Paulo, um exemplar do ''kit cidadania'', que a sua TBA Informática vai doar a três mil escolas públicas. Contém uma bandeira do Brasil, brasões da República e CD com os hinos Nacional e da Bandeira.
Pensando bem...
...Bill Gates quer saber de Lula como funciona o programa Windows PT.
Projeto Segunda-Feira
A medida provisória que FhC assinou quinta-feira, ampliando em duas vagas o número de assessores pagos pelo Erário para servirem a ex-presidentes da República, pode ser o início e o fim do tal ''Projeto Segunda-Feira'' trombeteado pela campanha tucana: com salário de R$ 6 mil, as vagas podem ser preenchidas por José Serra e Rita Camata.
Último ato
Uma palavra resume uma pesquisa qualitativa que avaliou o debate de quinta-feira entre Roberto Requião e Álvaro Dias para o governo do Paraná: ''massacre''. Requião matou a pau, segundo os entrevistados.
Tem policial que é cego
Policiais do complexo penitenciário de Bangu não viram fuzis automáticos, pistolas e granadas. Outro confundiu duas pistolas de papelão com armas de verdade e virou refém. Um aparelho de TV escondia uma pistola e duas granadas; havia celulares numa panela de feijão. Também não viram um rádio de comunicação. É a chamada vistoria pelo método Braille.
Logo vinho francês?
O ministro da Agricultura Pratini de Morais ameaça reciprocidade na política de ''protecionismo sanitário'' praticada na Europa. ''Se quiser descobrir vírus numa rolha de vinho francês, eu descubro em cinco minutos'', bravateou. O ministro já sabe onde meter o nariz depois de 1º de janeiro.
PODER SEM PUDOR
O brejo cresceu
O senador Eduardo Siqueira Campos (PSDB-TO) é um inveterado otimista: ainda acredita nas chances de José Serra e promete ''lutar até as cinco da tarde de domingo''. Mas, ontem, um jornalista perguntou:
- O senhor não acha que a vaca já foi pro brejo?
Ele respondeu na bucha:
- Não, mas admito que deu uma paradinha. E o brejo está crescendo.
Colaborou: Teresa Barros
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