''Não se pode esperar revolução ou mudanças radicais.''
(Fidel Castro, sobre os prováveis governos de Lula no Brasil e Lúcio Gutiérrez no Equador)

Tucanos querem o PT vetando o PT
Líderes do governo no Congresso preparam uma ''peça'' para o PT, em caso de vitória de Lula: vão retirar da gaveta projetos petistas considerados irreais e até demagógicos pelo atual governo (como o salário mínimo de 100 dólares) e colocá-los em votação em regime de urgência. Os deputados Geddel Vieira Lima (BA) e Artur Virgílio Neto (AM) não o admitem publicamente, mas têm conversado sobre o assunto. ''PT com PT se paga'', disse um deles, apostando que o partido de Lula vetará os próprios projetos.

Cara presepada
Mais uma presepada de final de governo: o ministro Paulo Renato (Educação) acaba de renovar e reajustar em 25% o contrato da agência de propaganda Adag Serviços de Publicidade Ltda. O MEC vai torrar R$ 75 milhões em 65 dias, entre 14 de outubro e 3 de janeiro de 2003.

Fatura liquidada
Líder nas pesquisas do segundo turno para o governo do Paraná, Roberto Requião tem duas certezas: acha que vai ganhar e que Serra já perdeu.

Pacto no Piantella
Restaurante mais frequentado pelo poder em Brasília desde o regime militar, o ''Piantella'' continuará no poder, seja qual for o resultado da eleição presidencial: se o chef Marco Aurélio vota em José Serra, seu sócio Antônio Carlos de Almeida Castro é eleitor declarado de Lula.

Pensando bem...
...com aquela filha xiita, como é que o Tarso arruma Genro?

Fim de festa
No comitê tucano, o clima anda pesado. Nervoso, o candidato se irrita com facilidade, trata os funcionários com rispidez ou frieza e nem consegue mais achar graça no ''calendário regressivo'' pendurado na sala de Nizan Guanaes, que conta os dias que faltam para ''eleger Serra presidente''.

Goleada histórica
A estimativa é do diretor de um importante instituto de pesquisa: pelo andar da carruagem, domingo Lula pode chegar a 70% dos votos válidos.


Arrumando a casa
A Presidência da República acaba de gastar R$ 364.944,50 na compra de uma quantidade não revelada de carpete. Não é para forrar as ruas de Brasília, como a fortuna sugere, mas para dar uma geral no Planalto.

Candidatura serrada
Acusado pela ONG americana River Saving de construir quatro usinas hidrelétricas privadas em reserva indígena, desviar o curso de um rio e provocar grande mortandade de peixes, o candidato tucano ao governo de Rondônia Ivo Cassol desfila com broche de seu candidatado no peito: Lula.

Novo CD
O músico brasileiro Nenê Ribeiro lança domingo, na Piazza San Marco, em Milão, seu novo CD ''Primogenito''. Vivendo na Itália desde 1986, Nenê foi um dos fundadores do PT, quando morava em Brasília.

Tralhas aéreas
Os policiais civis também sofrem, mas no ar. Reclamam que o helicóptero Águia 4 tem holofote, mas vive com problemas mecânicos. O Águia 6 funciona, mas não tem holofotes para conflitos noturnos. Faltam novos aparelhos mas, principalmente, revisão nas atuais geringonças.

Notícia fúnebre
É sombria a perspectiva da PM para o combate ao crime no Rio: abriu licitação de serviços funerários completos para mortos em serviço. Tem R$ 190 mil em caixa, ou melhor, no caixão. Quem se habilita?

Dando bandeira
Quem vê a campanha educativa da Justiça Eleitoral na TV confunde com a de José Serra. As mesmas bandeiras brasileiras, agitadas por compatriotas alegres e confiantes no futuro. Que coincidência...

Argentinos dão o troco
O Clarin de ontem responde às alusões pejorativas de FhC e da campanha eleitoral de Serra. O embaixador Juan José Uranga lamentou o uso desrespeitoso do drama argentino. O jornal lembra que o tucano comparou Lula ao ex-presidente Fernando de la Rúa, ''mas o governo Cardoso parece acabar do mesmo jeito'', deixando herança ainda pior que a do xará.

PODER SEM PUDOR
...até para o Severino
O governador Jayme Lerner foi um dos grandes derrotados no Paraná: seu candidato ficou em terceiro, na disputa pelo governo. Mas nada o satisfez mais do que a humilhante derrota do seu ex-secretário da Fazenda, Giovani Gionédis, que rompeu com o governo e fez uma campanha agressiva, radical, contra ele. Sempre que o papo é eleição, Lerner debocha:
Estou decepcionado. Nosso opositor fez menos votos que o Severino...
Severino, do PSB, teve 47,8 mil votos, contra apenas 26,5 mil de Gionédis.

Colaborou: Teresa Barros
E-mail: [email protected]
www.claudiohumberto.com.br

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