CLÁUDIO HUMBERTO
''As pessoas na rua estão me dizendo: você me conquistou.''
(Anthony Garotinho (PSB), convencido de que ganhou o debate na TV)
MP investiga lavanderia paulista
O criminalista Roberto Barbosa, de São Paulo, encaminhou ao procurador da República Luiz Francisco Souza documentação sobre a impressionante processo de lavagem de US$ 950 milhões, mediante contratos de câmbio no mercado futuro. A fraude, ocorrida em 1995 e 1996, envolve grandes corretoras paulistas, que utilizaram pequenas empresas de fachada.
Passagem só de ida
O debate dos presidenciáveis, na Globo, foi mesmo muito esclarecedor. Agora não há dúvida: seja quem for o vencedor, estamos fritos.
Nadando em dinheiro
Os partidos políticos não têm o que reclamar, em matéria de recursos para a eleição deste ano. Além das generosas doações de empreiteiros e banqueiros, os partidos receberam dos cofres públicos um total de R$ 61 milhões e 168 mil do Fundo Partidário, para sua ''manutenção e operação''.
Contas abertas
Como gato escaldado tem medo de água fria, a juíza Maria Aparecida Pellegrina, presidente do TRT-SP, mandou disponibilizar na internet a prestação de contas dos R$ 597 mil gastos no primeiro mês da retomada das obras do prédio celebrizado pelo ex-juiz Lalau.
Extinção
Enquete no site jurídico www.conjur.com.br mostra que quase metade dos votantes (48,1%) defende a extinção pura e simples da Justiça Eleitoral.
Entulho autoritário
Só as ditaduras punem crime de opinião? Nem tanto. A Justiça Eleitoral paulista multou em R$ 21.282,00 a rádio Conquista, de Ribeirão Preto, e em R$ 40.200,00 a rádio Cultura, de Pederneiras, porque radialistas cometeram o ''crime'' de opinar sobre o governo de Geraldo Alckmin.
Nizan cai fora
Ainda que Serra vá para o segundo turno, dificilmente Nizan Guanaes continuará fazendo o programa de televisão tucano. Suas relações com o candidato e com toda a coordenação da campanha estão deterioradas. Principalmente por falta de pagamentos. E por mútua antipatia.
Antiga antipatia
Nizan foi para a campanha de Serra para atender a um pedido de Fernando Henrique. Marqueteiro e candidato não se bicam desde a disputa para a prefeitura de São Paulo, quando o tucano perdeu para Celso Pitta. Por coincidência, contra o mesmo Duda Mendonça que agora está com Lula.
Susto na TAM
Não fosse a habilidade do comandante Soos (isso mesmo, Soos), da TAM, o aeroporto Santos Dumont teria um grande acidente, na noite de quinta. O Airbus do vôo JJ 3825, de Brasilia para o Rio, já estava em procedimento de pouso quando foi obrigado a arremeter violentamente, para não se chocar com outro, que decolava da mesma pista. Um grande susto.
Ironia matemática
Se Ciro Gomes e Garotinho subirem um pouco no Ibope, por causa do debate na Globo, eles poderão viabilizar o segundo turno. Por ironia do destino, para o adversário José Serra.
Ou ganha ou desce
Revolta entre funcionários da prefeitura de Três Rios (RJ): os mais humildes foram obrigados pelo prefeito Celso Jacob (PSB) a fazer boca-de-urna para os seus candidatos. Quem tem cargo em confiança fiscalizará as urnas. Ele adiantou até o salário, que só sairia na segunda. O juiz eleitoral investiga.
Sapo barbudo grisalho
E o Lula do PT no debate da Globo, hein? Sem a ''cola'' do marqueteiro Duda Mendonça, reapareceu imutável o velho sindicalista do ABC.
Mão abanando
Ao chegar para o debate, na Globo, José Serra encontrou duas senhoras. A primeira era Marisa, mulher de Lula, que aceitou o cumprimento do candidato tucano. Mas a outra o deixou com a mão no ar. Era Lia Gomes, irmã de Ciro e mulher do marqueteiro de sua campanha, Einhart Jácome.
Todo ouvidos
Os tucanos José Serra, Arthur da Távola, Márcio Fortes e Otton Roma burlaram a lei eleitoral, ocupando toda a tarde de ontem os microfones da rádio Saara, que transmite por alto-falantes para 80 mil pessoas a programação comunitária do tradicional centro de comércio do Rio.
Novela de lágrimas
No debate da Globo, Serra provou que os vampiros também choram!
PODER SEM PUDOR
O animal e o periscópio
A polícia política de Felinto Muller, na ditadura Vargas, prendeu um suspeito de militar no Partido Comunista. Levado aos porões do Dops, foi submetido a uma medonha sessão de tortura por um delegado. Horas depois, chegou Luís Glayssman, do serviço secreto:
Não adianta resistir: diga onde está o mimeógrafo.
Ah, o mimeógrafo? Está enterrado lá no fundo do quintal...
Por que não falou antes? - gritou Glayssman.
É que esse animal passou o tempo perguntando todo onde estava o ''periscópio''!
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Colaborou: Teresa Barros
E-mail: [email protected]
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