''Não ando na rua chutando cocô de cachorro.''
(Lula do PT, ao ridicularizar um jornal americano que o acusa de integrar o ''eixo do mal'')

Nizan fatura alto no governo FhC
A agência DM9 DBB Publicidade, de Nizan Guanaes, faturou R$ 42.152.928,80 do governo FhC só este ano, para torrar em propaganda. Segundo comprovante do Siafi em poder da coluna, a maior parte, ou R$ 37,4 milhões (88,9% do total), a agência recebeu do Ministério da Saúde, chefiado até há pouco tempo pelo candidato oficial a presidente, José Serra, cuja campanha eleitoral foi confiada a Nizan. A DM9 recebeu seis vezes mais que os R$ 6,1 milhões do programa Saúde da Mulher, em 2002.

Cem anos de perdão
Depois de se apropriarem de R$ 500 milhões em impostos cobrados dos clientes, as empresas aéreas agora se queixam dos vivaldinos que viajaram na primeira classe pagando tarifa de classe econômica.

Aécio no muro
Aécio Neves ouviu em silêncio as queixas de Serra. O mais bem situado candidato a governador do País com vitória garantida em primeiro turno, foi acusado de omisso, ambíguo e até de lulista. Prometeu mudar, mas vai continuar exatamente onde sempre esteve: no muro. Afinal, seu sucesso não deriva do acaso, mas exatamente por ser o mais tucano dos tucanos.

BNDES é petista
Lula do PT teve 72,4% dos votos da prévia realizada pela Associação dos Funcionários do BNDES, quinta-feira, com 354 dos 489 votantes. Serra ficou em segundo (13,5%), seguido de Garotinho (4,5%) e Ciro (4,1%).

Paladar apurado
Quarta à noite, d. Mônica Serra recusou um sublime Brunello de Montalcino, no restaurante ''Gero'', de São Paulo, alegando ''acidez'' do vinho que pode custar até R$ 4.700. Rejeitou também a segunda garrafa. O somelier quis argumentar, mas ela nem deu confiança, e uma terceira garrafa foi servida. O cartaz da mulher de José Serra não está lá muito alto no restaurante.

Burros n'água
De nada adiantaram as alegações sobre a inexperiência de Lula: para 32% dos eleitores, diz o Ibope, ele é o mais preparado para presidir o Brasil.

Alça de caixão
A cena ainda repercute na Câmara do Rio: o caixão com o corpo do candidato a deputado Luiz Fernando Petra, assassinado em disputa de galhardetes, foi levado escada acima por seu braço direito, Waldomiro Teixeira Gomes. Conhecido como ''Cromado'', é considerado foragido da Justiça, mas é visto sempre no gabinete da presidência da casa.

Bolsa de valores
Seu Mercado informa: R$ 1 está valendo 3,45 dolulas.

Boca de urna
Já que perguntar não ofende, o leitor Marcos Paulo de Vasconcellos, de Uberaba (MG), quer saber se a proibição de fazer campanha de boca de urna é válida também para ministros do Tribunal Superior Eleitoral.

Chances
Três ex-governadores disputam as duas vagas do Rio Grande do Norte no Senado. Pelas pesquisas, Garibaldi Filho (PMDB) será o mais votado e o tucano Geraldo Melo deverá ficar de fora.

Espelho meu
A revista IstoÉ Dinheiro publica esta semana o que os leitores da coluna sabem desde 27 de agosto: o banco Morgan Stanley é acionista da empresa norueguesa Aker Kvaerner, que ganhou uma fortuna para fazer o detalhamento técnico das plataformas P-51 e P-52 da Petrobras. Francisco Gros, presidente da Petrobras, foi executivo do banco até o ano 2000.

Pensando bem...
...Fernandinho Beira-Mar não precisa de prisão de segurança máxima. Mas do inferno máximo dos presídios brasileiros.

Estratégia vã
Para o francês Le Monde, Lula endossou o acordo de transição assinado com o FMI, mas ''continua a fazer figura de espantalho, tanto nas sedes de grandes empresas da Avenida Paulista, a região dos negócios de São Paulo, como em Wall Street''. O jornal avalia que de nada adiantaram a aliança com o PL e a escolha do ''superpatrão da indústria têxtil'' para vice.

A cara do pai
O menino mineiro que ganhou um computador em concurso, mas não tem luz em casa, é emblemático dos últimos oito anos: neoliberalismo é isso aí.

Show do Garotinho
Garotinho continua dando o seu show particular na campanha. Após acusar Lula de não trabalhar ''há pelo menos uns oito anos'', criticou Serra por estar apenas ''atacando os adversários'', sem apresentar propostas. Indagado se não estava fazendo o mesmo ao acusar Lula de vadiagem, disse que não o estava atacando, apenas expondo um fato. Ah, bom.


PODER SEM PUDOR
Juridiquês premiado
Integrantes da comissão multilateral constituída pelo Ministério da Justiça para discutir a questão do trabalho escravo ficaram impressionados com a eloquência do representante do Tribunal Superior do Trabalho, Firmino Alves Pimenta. Na última reunião do grupo, defendendo a proposta do TST, ele discursou usando gestos largos e uma linguagem empolada, que incluía termos como ''alvedrio'', ''colimar'' e ''nefelibata'', sempre precedidos do inevitável ''data vênia''. Pela desenvoltura do seu juridiquês, saiu do encontro com um novo apelido: ''Rui Barbosa em compotas''.
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Colaborou: Teresa Barros
E-mail: [email protected]
www.claudiohumberto.com.br

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