CLÁUDIO HUMBERTO
''O dinheiro que não se investe hoje (nos jovens) terá de ser usado amanhã na construção de cadeias''
Luiz Inácio Lula da Silva, em discurso a oficiais das Forças Armadas, no Rio de Janeiro
Rio tinha dinheiro para bloqueador
O governo do Rio não instalou porque não quis o sistema de bloqueadores de celulares na penitenciária Bangu 1, onde reinava Fernandinho Beira-Mar: a própria governadora Benedita da Silva e seu secretário de Justiça assinaram convênio com esse objetivo, dia 9 de julho, no Departamento Penitenciário Nacional, do Ministério da Justiça. Dois dias depois, segundo comprovantes em poder da coluna, o governo federal liberou sua parte, de R$ 148 mil. A parte do governo do Rio era de apenas R$ 37 mil.
Laços políticos
O secretário de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, Paulo Sabóia, aquele que nada sabia sobre nada em Bangu 1, é cunhado do prefeito Cesar Maia, de quem também é advogado, e por ele indicado para o cargo.
Orçamento
O Orçamento da União para o próximo ano lembra a máxima do Barão de Itararé: ''Orçamento é uma conta que o governo faz para dizer como vai aplicar um dinheiro que já gastou''.
Galo na cabeça
Ainda dói a cabeça de Raimundo, garçom do restaurante Café Cassis, de Brasília. Ele tentou conter a briga entre os embaixadores Renan Paes Barreto e Marcelo Rafaelli, esta semana, e também tomou um soco. Aparentemente avinhado, Paes Barreto xingou Rafaelli, embaixador aposentado, que reagiu aplicando-lhe um tabefe certeiro.
Só se quiser
Para o deputado João Herrmann (PPS-SP), ''quem tem Abin e Jobim não perde eleição''. É que a Agência Brasileira de Inteligência (sic), vinculada ao gabinete de FhC, guarda os códigos criptográficos das urnas eletrônicas, e o ministro Nelson Jobim, vinculado ao coração de FhC, preside o TSE.
Poder paralelo
Como perguntar não ofende, responda rápido: dos dois Fernandos comandam o Brasil, o Beira-Mar e o Cardoso, quem tem mais autoridade?
Banho de descarrego
Dois assessores morreram em acidente, num carro da campanha. Depois, em Nova Esperança, um tiroteio no meio do comício matou um popular. E um piloto de ultraleve, a serviço da campanha, morreu ao cair no aeroporto de Maringá. Pelo sim, pelo não, o deputado Odílio Balbinotti (PSDB-PR), candidato à reeleição, resolveu dar um tempo: parou a campanha e foi pedir proteção aos céus, em Aparecida do Norte (SP).
Pelanco de Mussolini
Mesmo sendo derrotado, Ciro não vai sair de cena. Quer provar que José Serra é a versão cabocla de Benito Mussolini. Além da careca, Serra e o ditador têm em comum os ''Pelotões 45'' tucanos, muito parecidos com as ''Squadre d'Azione'' fascistas, como anotou o jornalista Sebastião Nery.
Pensando bem...
...o problema não é descobrir urnas falsificadas, mas candidatos também.
Em queda
O ex-ministro Fernando Bezerra (PTB) é outro candidato que cai pelas tabelas, após iniciar a campanha eleitoral como favorito. Na disputa pelo governo do Rio Grande do Norte, ele tem agora 25% das intenções de voto, tecnicamente empatado com Fernando Freire (PPB), com 23%. Segundo o Ibope, quem lidera é a candidata Wilma Faria (PSB). Ela tem 37 pontos.
Parece pessoal
Mesmo depois de deixar o governo para virar ministro do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes não curou a raiva pelo ex-presidente da OAB nacional, Reginaldo de Castro. Durante a inauguração da foto do ministro Carlos Velloso na galeria de ex-presidentes do STF, quinta-feira, Mendes não parava de falar mal de Castro, em conversa com advogados.
E eu com isso?
O Supremo Tribunal Federal acaba de comprar um conjunto de vídeos de treinamento para sua área de recursos humanos, segundo comprovantes em poder da coluna. Alguns não parecem pertinentes às finalidades do STF. Ou parecem? Eis os títulos: ''O problema não é meu'', de 8 minutos, ''Quem mexeu no meu queijo?'' (13 min) e ''Mas eu não tenho tempo'' (26).
Bens esquecidos
Através de seu advogado Arnaldo Malheiros, o candidato José Serra avisou que retificará a declaração de bens entregue ao TRE/SP: não incluiu duas salas num prédio da Vila Madalena, compradas em 2001 pela mulher, Mônica, por R$ 62 mil cada. Casado em comunhão de bens, também é dono. Assim como da ACP, empresa de consultoria com a filha Verônica.
PODER SEM PUDOR
O pássaro e as flores
Cândido Norberto era deputado estadual e vivia às turras com os aliados do governador gaúcho Ildo Meneghetti. Um deles, Hed Borges, pediu aparte:
- O senhor já foi do PL, do PSB, do PTB, agora é do MTR. Como um beija-flor, vive pulando de flor em flor.
- É por isso mesmo que eu lhe digo, deputado, que esse governador não é flor que se cheire! - respondeu Norberto.
Borges desistiu do bate-boca.
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Colaborou: Teresa Barros
E-mail: [email protected]
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