''Aécio deveria contar por quê as finanças do Estado estão assim''
(Itamar Franco irritado com seu candidato ao governo mineiro e ainda culpando o antecessor)

Governo beneficia multinacional
O Ministério da Agricultura é muito bonzinho com a multinacional Monsanto: concedeu-lhe uma ''Autorização Temporária de Experimento de Campo com OGM-ATEC'', em importante vitória do lobby dos chamados organismos geneticamente modificados. O ato tem sido considerado um golpe contra a Resolução 305 do Conselho Nacional do Meio Ambiente, que exige licenciamento ambiental para esse tipo de experiência. A autorização vale para os estados do Rio Grande do Sul, Paraná, São Paulo, Goiás e Minas.

Despedida
A TAM ganhou o último contrato da ''era FhC'' para transportar o presidente nos seus passeios internacionais de final de governo. Valor: R$ 8 milhões.

Respeito à Viúva
O presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Marco Aurélio, recusou o oferecimento de jato da FAB para a viagem que realiza à China. Preferiu enfrentar check-in dos aeroportos e aviões de carreira. O Erário agradece.

Posse na CPLP
Como esta coluna antecipou, o embaixador João Augusto de Médicis, Zoza, vai mesmo assumir a secretaria-executiva da Comunidade de Países de Língua Portuguesa. A posse será segunda, em Lisboa. Ele substitui Dulce Pereira, amiga de dona Ruth Cardoso. O governo português está radiante.

Vixe Maria
João Vicente Claudino, do grupo Sucesso, um dos doadores do esquema Roseana Sarney/Jorge Murad, coordena a campanha de Ciro no Piauí.

Órfão de Malan
Cada vez que o ministro Pedro Malan (Fazenda) discorre sobre as razões de sua confiança no futuro do País, como fez ontem em São Paulo, FhC suspira de frustração. A um amigo mineiro que vive em São Paulo, ele desabafou: ''com Malan, a sorte da candidatura do PSDB seria outra''.

Ódios alheios
Tasso Jereissati disse a um amigo, ontem, que não responderá aos ataques dos porta-vozes oficiosos de José Serra, inconformados com seu apoio a Ciro Gomes. O ex-governador prefere responder ao próprio Serra, mas só no caso improvável de o candidato tucano assumir os próprios ódios.

Dó de peito
Serra já tem o que fazer depois de outubro. Gravar um CD pirata com as músicas contra Ciro Gomes.

Risco de vida
A Anistia Internacional pede a pressão dos internautas nas autoridades para garantir as vidas do líder da reserva indígena Sangradouro do Leste (MT), Hiparidi Top'tiro, e da antropóloga da USP, Mariana Ferreira. Em parceria com o governo, trabalham no projeto Salve o Cerrado e estão ameaçados de morte por fazendeiros, com a conivência do homem da Funai na área.

Debandada
Chamado de ''Marcone Perigo'' por Rita Camata, o governador de Goiás, serrista de hoje, será o cirista de amanhã. No máximo, depois de amanhã.

É melhor enrolar
Ciro Gomes se deu mal ao usar a palavra ''burro'', em resposta a um ouvinte de rádio da Bahia. Os tucanos deitaram e rolaram com o deslize. Logo Ciro, que sempre tem frases nebulosas para seduzir o público. Se ele tivesse dito que o ouvinte era um ''dissonante cognitivo'', o resultado seria outro.

Silenciosa injustiça
O jornalista Paulo Quirino, demitido da Federação das Indústrias de Minas na ditadura, estranha o silêncio do vice de Lula, José Alencar, ex-presidente e atual diretor da entidade. Aos 70 anos, Quirino quer direitos trabalhistas e reparação moral. Já enviou e-mails ao Sindicato dos Jornalistas, a Ciro Gomes e senadores como Heloísa Helena (PT-AL). Ameaça apelar à ONU.

Quebra-galho
George ''efeito estufa'' Bush quer destruir as árvores para evitar incêndios. Ele descobriu que o eixo do mal tem ''raiz''.

O jogo da Caixa
Estava em impedimento o leitor que adentrou o gramado, ou melhor, a agência da Caixa Econômica Federal em Botafogo, zona sul do Rio, quarta-feira. Queria informações sobre ''o maior acordo do mundo'' durante o expediente afixado na agência. Bola fora: foi informado por um único funcionário que o trabalho se encerrara, duas horas antes. O Brasil jogava contra o Paraguai.

Vizinho explosivo
O jornal Los Angeles Times mostrou ontem que os EUA não pressionaram o suficiente a ditadura argentina nos anos 70, pois temiam o poderio atômico da junta militar. Documentos oficiais provavam a capacidade nuclear do vizinho brasileiro durante esse período e a preocupação americana com o Brasil. Os militares barganhariam a bomba contra os direitos humanos.

Vão de táxi
O Departamento de Estado e o prefeito de Nova York Michael Bloomberg chegaram a um acordo: os diplomatas estrangeiros que não pagarem pelo menos 60% das multas de estacionamento perderão as licenças dia 1º. Nigéria, Kuwait, Indonésia, Rússia, Brasil e Marrocos devem mais de US$ 500 mil. As vagas diminuíram, e o reboque vem aí.

PODER SEM PUDOR
Palavra de especialista
Getúlio Vargas estava em Uberaba (MG), para o encerramento da tradicional exposição de gado. Levaram a ele o touro que acabara de ser escolhido ''Campeão do Brasil''. O simpático produtor perguntou:
- Presidente, quanto o senhor acha que vale este animal?
Experiente na coisas do campo, Getúlio respondeu, desconfiado:
- Ponham na balança.
Após a frase, despencou a cotação do gado de raça, na exposição.


Colaborou: Teresa Barros
E-mail: [email protected]
www.claudiohumberto.com.br

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