''Eu jamais aceitaria participar de uma farsa''
Fernando Morais (PMDB), ao anunciar a desistência de concorrer ao governo de São Paulo

PCC fez acordo eleitoral
O governo de São Paulo fez um acordo com o comando do PCC, gang que organizou as mais sangrentas rebeliões de nossa história recente. Segundo um destacado funcionário da área de administração penitenciária paulista, o acordo prevê a suspensão de rebeliões até a eleição de outubro. Em contrapartida, o governo se compromete a remover para penitenciárias comuns os membros do PCC que completarem um ano enjaulados no presídio de segurança máxima Presidente Bernardes, a 600 km da capital.

Arida com Ciro
Depois do festejado economista José Alexandre Sheinkman, outro peso pesado deve integrar o staff do candidato a presidente Ciro Gomes: o economista Pérsio Arida, um dos pais do Plano Real.

Procuram-se os 10%
Tirando Regina Duarte, Glória Perez, d. Jura e a mãe de Serra, alguém aí já ouviu quem garanta, sinceramente, que vai votar no candidato de FhC?

Quarteto em si
Cada candidato que esteve ontem com FhC fez uma declaração diferente sobre o acordo com o FMI, mas todos concordaram que é inevitável. Só faltou os quatro saírem juntos, cantando um velho motivo do nosso Carnaval: ''FMI, me dá um dinheiro aí, me dá um dinheiro aí...''

Agenda cheia
A reunião de trabalho de uma hora com cada candidato foi a cara de FhC. Uma hora dessas ele tomba exausto.

Pé esquerdo
Ao chegar (atrasado, naturalmente) no auditório da Band, domingo, para assistir ao debate entre os candidatos a vice, José Serra quase roubou a cena: ele tropeçou na escadaria e quase beijou o chão. Depois, refeito do susto, tentou ajudar sua colega de chapa, Rita Camata, enviando-lhe bilhetinhos através do publicitário Nelson Biondi. Foi inútil.

Assuntos aleatórios
José de Alencar, vice de Lula do PT, levou aos estúdios da Band apenas o segurança particular, com crachá de ''assessor''. O ''armário'' quase disputou no braço com assessores de verdade um lugar na primeira fila do auditório.

Fardas testadas
A Comrj, órgão de compras da Marinha, afastou os oficiais envolvidos em suspeita de superfaturamento nas compras de fardamento. Exige agora que as amostras sejam 100% aprovadas nos testes de laboratório. Laudos, atas, tomadas de preços e pregões de 2001 estão em poder da coluna.

Charuto da paz
O polêmico dirigível contra o crime, que a patuléia já chama de ''supositório do Elias Maluco'', deve estrear dia 5 nos céus cariocas. Será pilotado pelo coronel-aviador Subrack, experiente em jatos. É torcer para que os traficantes colaborem, poupando-o de seus fuzis, morteiros e granadas.

Requião cresce
O candidato do PMDB ao governo do Paraná, Roberto Requião, sobe sem parar e seu adversário, Álvaro Dias (PDT), estagnou e até caiu, em algumas regiões. Nas simulações de segundo turno, já dá Requião na cabeça.

Primeiro foi Sarney
FhC não foi o primeiro presidente a nomear mulheres para tribunais superiores, como tem trombeteado. A 12 de março de 1990, três dias antes de deixar o cargo, José Sarney nomeou a ministra Cnea Cimini Moreira para o Tribunal Superior do Trabalho. Ela se aposentou em 1999 e hoje reside no Rio. FhC nomeou três no STJ, uma no STF e outra no TST.

Apoio sindical
Diante do túmulo de Getúlio Vargas, em São Borja, sábado, Ciro Gomes receberá o apoio formal da Central Geral dos Trabalhadores, da Força Sindical e da maioria dos diretores da Social Democracia Sindical, criada pelo falecido Sérgio Motta. Só Alemão, líder da SDS, continuará com Serra.

Comando trapalhão
Parentes de praças e oficiais do Batalhão Humaitá, na Ilha do Governador (RJ) pedem providências à Marinha contra o comportamento autoritário do novo subcomandante, obrigando-os a atividades físicas sem controle, após bater em seu próprio rosto (?). Prisões arbitrárias, insultos, formação sob o sol por mais de uma hora e jornada excessiva. Temem uma tragédia.

Tudo como antes
Deu em nada a prometida redução de custos, que serviu de mote à campanha para extinguir os juízes classistas na Justiça do Trabalho. Suas vagas foram rapidamente ocupadas por juízes togados e a bolsa da Viúva continuou sofrendo do mesmo jeito.

Perigo supremo
O ministro Maurício Corrêa, que assumirá em oito meses a presidência do Supremo Tribunal Federal, não dá grande importância à própria segurança. Além de solitárias, suas caminhadas matinais no Lago Sul, bairro onde mora em Brasília, são um perigo: como se viu ontem pelas 8h15, ele anda bem junto ao meio-fio, ouvindo walk-man, correndo risco de atropelamento.

Melhor que o Enéas
O PSTU do Rio tem pouco mais de um minuto para apresentar candidatos a governador, deputados federais, estaduais e senadores. Apelou para o desenho animado, com mais imagens que palavras: Agnaldo Fernandes estréia hoje retratando o novo acordo com o FMI (ih, acabou o tempo).

PODER SEM PUDOR
Bobo, mas nem tanto
Seu Antônio Carlos Portela, gente boa, nada conseguia negar aos amigos de Petrópolis. Em tempo de eleição, os candidatos se aproveitavam e pediam o seu aval para empréstimos. Um deles perdeu a eleição para deputado e aplicou um calote no banco. O gerente, é claro, procurou seu Antônio para lembrar a sua condição de ''avalista solidário''. Ele respondeu:
- É verdade, sou amigo e inteiramente solidário ao candidato. Se ele não pagou é porque tem seus motivos. Como sou solidário, também não pago.
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Colaborou: Teresa Barros
E-mail: [email protected]
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