Claudio Humberto
Claudio Humberto
''É para ele (FhC) parar de dizer que eu nunca vi uma vaca de perto''
(José Serra, posando para fotografias, após ser apresentado a uma simpática ruminante)
PFL deixa Serra e apóia Ciro
Luiz Guaritá Neto, suplente da chapa de Eduardo Azeredo (PSDB) para o Senado, foi quem articulou a decisão unânime da executiva do PFL mineiro de apoiar Ciro Gomes (PPS) para presidente, quando as pesquisas registram o crescimento de sua candidatura e a queda de José Serra. Até Clésio Andrade, vice do tucano Aécio Neves, votou a favor. Ciro encontra hoje em Uberaba a cúpula pefelista e seu presidente, Jorge Bornhausen.
Malvadeza baiana
O velho ACM não perdoa a jovem baiana Adriana Barreto, que bateu asas e voou, apaixonada por um colega advogado: ela foi demitida do cargo que ocupava no governo da Bahia. E o rapaz vê minguar a clientela.
Gênio das finanças
A declaração de bens de Lula do PT ao TRE prova que ele é um gênio da administração, ao contrário das insinuações de adversários que o acusam de inexperiência. O ex-metalúrgico não bate ponto em emprego há quinze anos, mas tem três apartamentos, um sítio, um automóvel Blazer (R$ 34 mil), R$ 32 mil na poupança e ''aplicações financeiras'' (?) de R$ 85 mil.
Britto, o retorno
Antônio Britto ameaça a hegemonia do PT no Rio Grande do Sul. Pesquisa do Ibope indica que o ex-governador, hoje filiado ao PPS, tem 35% das intenções de voto, contra 32% do petista Tarso Genro. O atual governador, Olívio Dutra, ganhou de Britto com uma diferença de 70 mil votos, em 1998.
Insegurança nacional
O general Alberto Cardoso, chefe do Gabinete de Segurança de FhC, anunciou na Band a contratação de seis mil policiais federais, como propõe o candidato Ciro Gomes. Mas não disse que o processo leva, no mínimo, um ano. E que milhares de PFs, aprovados entre 93 e 97, brigam para trabalhar. Eles querem um acordo: até abrem mão das ações judiciais.
PODER SEM PUDOR
Culpa do presidente
Juscelino Kubitscheck sempre se queixava do caráter centralizador do presidencialismo: tudo de ruim ou de extraordinário que acontecia no País era sempre culpa do presidente. Certa vez, ele conversava com amigos quando ouviu no rádio a notícia de que uma mulher teve cinco filhos de uma só vez, numa pequena cidade do Nordeste. JK exultou:
- Ufa! Felizmente nunca estive nessa cidade...
Colaborou: Teresa Barros
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