''Os poderosos, os países mais ricos, esmagam os pobres.''
(Lucélia Santos, atriz e diretora, sobre a tragédia ignorada do povo de Timor Leste)

Ciro na mira de arapongas
Depois de liquidar Roseana Sarney e envolver Lula do PT no escândalo de Santo André (PT), arapongas desembarcaram com armas e bagagens no Ceará, à procura de denúncias que destruam Ciro Gomes (PPS) que subiu nas pesquisas e está em segundo. Disfarçados de repórteres, eles procuravam provas de que o ex-ministro seria sócio do empreendimento turístico Beach Park onde ele foi apenas funcionário. Na cidade de Sobral, pediram ajuda a adversários de Ciro. Nada conseguiram. Por enquanto.

Todo poder a Tasso
No Ceará não é mais segredo que Ciro prometeu, caso seja vitorioso, dar a Tasso o ministério que ele quiser, transformando-o no homem forte do seu governo. Ou jogar pesado na sua eleição para presidente do Senado.

Topete volúvel
Depois de apoiar a si mesmo para presidente, derivar para Ciro Gomes, querer a vice de José Serra e converter-se a Lula, Itamar Franco ameaça mudar novamente, irritado com a adesão de Newton Cardoso ao candidato petista. Itamar já cogita não apoiar ninguém. Esperto, FhC já mandou Aécio Neves sondá-lo sobre a possibilidade de volta ao lar. Isto é, a Serra.

AGU-dadá
O novo advogado-geral da União, José Bonifácio Borges, faz a alegria da AGU. O trem carrega 789 assistentes jurídicos, originários de diversos órgãos, promovidos a advogados sem concurso. É fim de governo...

Profissão perigo
Um pequeno jornal dirigido por Miro Lopes (irmão do saudoso Tim Lopes), que circula no metrô do Rio, criticou Luiz Petra, assessor do vereador Samir Jorge. Ao encontrar na Câmara o autor da matéria, Ronaldo Ferraz, Petra o agrediu fisicamente. O caso rendeu queixa-crime contra o agressor. Miro não trabalha na Globo, mas pelo visto também está na linha de fogo.

PODER SEM PUDOR
A gafe de JK
O ditador português Oliveira Salazar oferecia um banquete, em Lisboa, a Juscelino Kubitscheck. Aproximou-se um velhinho puxando conversa sobre literatura. JK se lembrou de um dos livros favoritos sua infância:
- Foi ''A Ceia dos Cardeais'', de Júlio Dantas. Ainda pretendo homenagear com um busto, no Brasil, o grande português que foi Júlio Dantas...
O velho reagiu com ironia:
- Que foi, não, doutor presidente. A Divina Providência ainda não foi servida de me chamar para o seu reino!
Era o próprio.

Colaborou: Teresa Barros
[email protected]
www.claudiohumberto.com.br

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