''Temos compromisso com a estabilidade e o superávit primário''
Deputado Aloízio Mercadante (PT-SP) em defesa dos tais ''fundamentos'' de Pedro Malan


Caças escoltam Seleção
Quando o avião da Seleção se aproximar de Brasília, hoje, quatro caças da FAB vão decolar da base aérea de Anápolis (GO) para escoltá-lo até a capital. A escolta poderia começar quando o avião entrasse no espaço aéreo brasileiro, mas a Aeronáutica, na maior pindaíba, reduziu o vôo dos dois Mirage e dos dois F-5E. A Esquadrilha da Fumaça também homenageará os pentacampeões, nos céus de Brasília.

Imagine se odiassem
Violência contra brazucas durante a comemoração do penta, em Portugal, aquele país ''que adora brasileiros'': a polícia dispersou com cassetetes a multidão, acusada de parar o trânsito num bar na Costa da Caparica. Lançou pit-bulls e balas de borracha contra os torcedores, ferindo sete.

Não é só festa
Hoje faz um mês que bandidos do Rio torturaram e mataram o jornalista Tim Lopes. O corpo ainda não foi encontrado. Os criminosos ainda não foram presos. Hoje o Rio se divide entre a alegria da festa da chegada da Seleção e a tristeza de lembrar um dos crimes mais bárbaros da História.

Censura judicial
O direito constitucional de informar em xeque: dias antes da absolvição, o ex-senador Luiz Estevão conseguiu proibir na Justiça ''comentários pejorativos'' dos jornalistas Boris Casoy, da TV Record, e Marcone Formiga, da revista Brasília em Dia, ao noticiarem o desvio de verbas no TRT-SP.

Vê quem quer
O corte de cabelo esquisito do craque Ronaldo ganhou um apelido no Maranhão: ''Sarney na cabeça''.

Muito trabalho
A Polícia Civil do Rio abriu concurso para Auxiliar de Necropsia, com muitas vagas. Dizem que os atuais pediram reforço porque estão com estafa.

PODER SEM PUDOR
Rima com eleição?
Em 1962, João Goulart abriu as portas do Palácio Alvorada para o povo receber a seleção campeã na Suécia. Foi uma festa popular e populista, mas a multidão destruiu o gramado da residência presidencial. Atletas se queixaram da desorganização. Em 1970, nos tempos de chumbo, os atletas se queixaram do uso da imagem da seleção pela ditadura. Hoje, nem a bagunça de 62, nem o rigor de 70. E os atletas se queixam porque FhC queria a convocação de Romário. E, mais uma vez, a seleção vai rimar com eleição. É uma rima, não é uma solução.
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Colaborou: Teresa Barros
E-mail: [email protected]
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