Cláudio Humberto
Meu irmão sabia de tudo, infelizmente
(João Francisco, médico, sobre o falecido prefeito Celso Daniel e o propinoduto do PT)
STF dá lição ao governo
A posse do ministro Gilmar Mendes no Supremo Tribunal Federal, ontem, foi marcada pelo inusitado silêncio de telefones celulares. Ninguém fez ou recebeu ligações, para sossego dos ministros, que sempre reclamam do barulho infernal das irritantes campainhas, em sessões de julgamento. Era a inauguração, sem alarde nem aviso, do sistema eletrônico de bloqueio, na área do plenário no tribunal. O governo bem que poderia aprender com o STF como impedir que bandidos utilizem celulares, nos presídios.
Em cima do caixa
Engenheiros e arquitetos do Rio dizem-se perseguidos pela governadora Benedita da Silva, que vetou o projeto de aumento salarial da categoria. Como entrará em vigor, Benedita ameaça apelar à Justiça.
Maluf e PT, tudo a ver
Após adotar o discurso neoliberal que tanto combateu, só faltava ao PT ser acusado de corrupção para ficar com a mesma cara dos seus oponentes. Faltava. Foi desmascarado pelo propinoduto na prefeitura petista de Santo André (SP), revelado próprio irmão do prefeito assassinado Celso Daniel. O PT agora está com a cara que sempre pintou, por exemplo, de Paulo Maluf.
Tá ligado?
O sempre bem informado repórter paraguaio Egidio Pedra, do Diario de Notícias, revela que trinta guerrilheiros colombianos das Farc se aliaram em Capitán Bado a Carlos Cabral, líder do clã Morel, para enfrentar o grupo de Fernandinho Beira-Mar na cidade. Querem o pagamento de 300 quilos de pasta de cocaína apreendidas.
Isqueiro mortal
O publicitário carioca Márcio Mascarenhas está cego de um olho e com sequelas no outro, após atingido por resíduos incandescentes da pedra de um isqueiro Cricket. A queixa, com exames de corpo de delito, nota fiscal da empresa etc., está parada há sete meses na Delegacia do Consumidor, Rio. Sem poder trabalhar e se operar, foi ignorado pela empresa sueca no Brasil.
PODER SEM PUDOR
Como lidar com bajuladores
Os políticos estão sempre cercados de bajuladores, e gostam. Mas houve exceções como Antônio Carlos Andrada, presidente de Minas Gerais. Ele retornava de uma viagem à Europa quando um assessor bajulador tomou uma lancha no cais e foi recebê-lo ainda a bordo do navio, antes mesmo de o ilustre político reencontrasse a própria família. O presidente se vingou:
- Você está cada vez mais careca!
O puxa-saco respondeu, nojento:
- Sim, mas cada vez mais amigo de Vossa Excelência!
Colaborou Teresa Barros
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