‘‘O mercado não tem candidato. O mercado quer é lucro’’
Lula do PT sobre o crescimento do ‘‘risco Brasil’’ na proporção do seu favoritismo

AES vai vender subsidiárias

O novo presidente da multinacional de energia AES Corporation, Paul Hanrahan, anunciou ontem nos EUA a decisão de vender parte das empresas no Brasil, para fazer caixa de US$ 1 bilhão. Sua subsidiária AES Sul distribui energia elétrica para 113 municípios da região centro-oeste do Rio Grande do Sul. Não é de hoje o chororô, como já noticiou a coluna. A empresa culpa as novas regras no setor pelo prejuízo. O chefão diz que ‘‘os parceiros latinos’’ (governo brasileiro) serão informados, já, já.

Sakagushi no xilindró

A Interpol prendeu ontem, em Nova York, Nelson Tetsuo Sakagushi, ex-diretor de operações internacionais do Banco Noroeste (que foi comprado pelo Santander), onde é acusado de um desfalque de US$ 242 milhões. A informação foi divulgada em primeira mão no site claudiohumberto.com.br. Sakagushi ‘‘gerenciou’’ contas do ex-juiz Lalau no exterior, entre 1997 e 99.

Pensando bem...

...se os traficantes continuarem chamando o míssil Stinger de ‘‘Sting’’,
quem ainda acaba em cana é aquele chatíssimo astro pop inglês.

Estaca zero

Por enquanto, ninguém negocia a compra dos Diários Associados. Após a desistência da RBS gaúcha, que achou muito alta a pretensão de R$ 500 milhões pelo pacote, nenhum outro grupo manifestou interesse no negócio.

Tolerância zero

FhC defendeu tolerância zero contra as drogas. Então corre o risco de ouvir: ‘‘fora FhC!’’

De olho na urna

O relatório de Bernardo Cabral (PFL-AM) sobre a reforma do judiciário não agrada os ministros dos tribunais superiores, a Associação dos Magistrados Brasileiros, a OAB ou o próprio FhC, mas começa a ser discutido amanhã, no Senado. Juízes e advogados suspeitam que a pressa (após dez anos de hibernação no Congresso) tem a motivação meramente eleitoral.

Injustiça

São injustas as críticas contra o sistema prisional de Bangu 1. A cidade, em volta, é que é de insegurança máxima.

No banco dos réus

Há algo de novo na Bahia: ontem, pela primeira vez, o ex-poderoso ACM sentou-se no banco dos réus, esforçando-se para parecer humilde, diante do jovem juiz federal Márcio Leal, da 2ª Vara Criminal. Réu em processo movido pelo deputado Geddel Vieira Lima, como sempre ele apresentou recortes como ‘‘provas’’ e jurou não ter ‘‘a intenção de difamar’’ o deputado.

PODER SEM PUDOR

Motivo para rompimento
- Quero comunicar a São Paulo que rompi com o governador Ademar de Barros - anunciou em entrevista o deputado Salomão Jorge.
- Por que, deputado? - quis saber um repórter.
- O Ademar fez chover ouro no quintal do Maia Lelo, no quintal do Paulo Lauro e no quintal do Arnaldo Cerdeira.
- E o que ele fez com o senhor? - insistiu o jornalista.
- No meu quintal, ele abriu o guarda-chuva.

Colaborou Teresa Barros
E-mail: [email protected]
www.claudiohumberto.com.br

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