‘‘Não vamos botar o depois antes do antes’’
(Marco Maciel sobre o ‘‘toma lá-dá cᒒ pefelista, no apoio a Serra em troca de ministério)

Mãos na cumbuca, na Bahia

Três ações populares tramitam na 5ª, 7ª e 8ª Varas da Fazenda Pública de Salvador, movidas pelo Ministério Público contra ACM, o ex-governador César Borges, uma agência baiana de publicidade e a TV Bahia. Todos são acusados de desavergonhado uso de dinheiro público na promoção pessoal de ACM. Eles podem ser condenados a devolver toda a grana, que acabou nos cofres da emissora de televisão. Que pertence, naturalmente, a ACM.

Negócio fechado

O governo nem se preocupou em disfarçar. Só para demonstrar o objetivo fisiológico das liberações de emendas parlamentares na véspera da convenção do PMDB, totalizando R$ 51,2 milhões sexta-feira, como esta coluna revelou, ontem o governo não liberou um só centavo. Afinal, a conta já estava paga e a mercadoria (os votos dos convencionais) entregue.

Abaixo os piratas

Os músicos Lobão, Arnaldo Antunes e Antônio Cícero são alguns dos signatários do manifesto na Internet obrigando a numeração de discos, livros etc. Lobão já denunciou a pirataria da própria indústria fonográfica.

Decisão importante

O servidor poderá continuar trabalhando em empresa pública depois da aposentadoria, sem novo concurso? Isso será decidido nos próximos dias, no TST. O relator, ministro Luciano de Carvalho, defende novo concurso público. Já o ministro Vantuil Abdala acha que não precisa, uma vez que a capacidade do funcionário já estaria patente, após tantos anos de trabalho.

Reality show

A emissora de TV Fox, dos EUA, vai reprisar o episódio de Os Simpsons que se passa no Rio de Janeiro e provocou protestos do Brasil em abril, principalmente pelas denúncias de violência. Autoridades do Rio queriam que a Fox pedisse desculpas. Do jeito que a coisa anda, o Rio é que vai acabar pedindo desculpas por ter desatualizado o desenho.

PODER SEM PUDOR

Tiquinho de presidente
Ao saber que um certo marechal Castelo Branco fora indicado presidente, após o golpe de 1964, o deputado Padre Godinho descobriu seu endereço (rua Nascimento e Silva, Ipanema, Rio) e foi lá apresentar cumprimentos. Ficou na portaria, com um amigo, até aparecerem algumas pessoas.
- Cadê o homem, o Castelo?
- Sou eu.
Padre Godinho se apresentou e foi embora. E cutucou o amigo, referindo-se ao baixinho que virou presidente:
- Só isso?

Colaborou Teresa Barros
[email protected]
www.claudiohumberto.com.br

mockup