CLÁUDIO HUMBERTO
FhC governa de costas para o Brasil
Lula, do PT, criticando o comportamento do presidente diante da especulação financeira
Apoio a Serra custou R$ 51 milhões
Custou caro ao Tesouro Nacional o apoio dos caciques do PMDB a José Serra (PSDB). O governo é acusado de ceder às chantagens do partido, com a liberação, a toque de caixa, de 235 emendas parlamentares que totalizaram exatos R$ 51.284.972,11, segundo comprovantes em poder da coluna. Tudo para que não ocorram surpresas na convenção nacional que o partido realiza hoje, em Brasília.
Saiu pela culatra
Ao contrário de acalmar os investidores, a decisão do governo de sacar US$ 10 bilhões do FMI fez o chamado risco Brasil subir para 1.323 pontos, superando o do Equador. Agora, para a banca internacional, o Brasil só não oferece mais riscos de retorno dos investimentos do que a Argentina.
Vai que é sua, FhC
Os saque no FMI foi recebido com alívio por credores da dívida interna (80% nas mãos de meia dúzia de bancos), mas sinalizou a credores externos que não há caixa para honrar compromissos de médio prazo. Espera-se que FhC assuma a responsabilidade de renegociar, alongando prazos. Ou os credores preferem fazer isso num eventual governo de Lula?
Slogan carioca
Quer visitar o Estado paralelo? Fale com o Belo.
Um radical na TV
O candidato do radical PSTU a presidente, Zé Maria de Almeida, será entrevistado terça-feira no Programa do Jô. A entrevista foi marcada depois que os militantes se mobilizaram e entupiram a caixa de correio eletrônico do programa, reivindicando o convite. Foram mais de mil mensagens.
A luta continua
Movimentos pacifistas, liderados pelo Paz Agora, protestam na noite deste sábado diante da casa de Ariel Sharon, em Jerusalém, no calçadão da praia, em Tel-Aviv; em 28 cruzamentos de estradas israelenses, e no teatro Haifa, reunindo artistas judeus e palestinos. Acusam o primeiro-ministro de desinteresse numa solução política para o fim da violência.
PODER SEM PUDOR
Um paciente em fria
O programa de inauguração do Hospital dos Radialistas, no Rio, previa até uma cirurgia a ser realizada pelo então presidente, Juscelino Kubitschek, que era médico em Carlos Frias. Sérgio Porto, o Stanislaw Ponte Preta, não deixaria de fazer uma advertência:
- Não é preciso ser Carlos para entrar em frias. E fígado não é rins, que todo mundo tem dois...
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Colaborou Teresa Barros
E-mail: [email protected]
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