CLAUDIO HUMBERTO
Minha situação é tão difícil quanto a do Romário
Senador Eduardo Suplicy, rejeitado para ser vice de Lula do PT, por mais que marque gols
FhC se indigna, mas não age
A indignação do presidente FhC com o assassinato do jornalista Tim Lopes não combina com a atitude do seu governo diante da criminalidade que domina os centros urbanos. O Orçamento prevê para o Fundo Nacional de Segurança Pública, este ano, R$ 338,6 milhões para programas como Reaparelhamento das Polícias Estaduais e Intensificação de Policiamento em Áreas Críticas. Mas a área econômica, chefiada pelo carioca Pedro Malan, liberou menos de 1%: míseros R$ 306,8 mil para todo o País.
A Colômbia é aqui
Enquanto meliantes do colarinho branco tentam matar a liberdade de imprensa, utilizando a Justiça e uma Lei de Imprensa da era das trevas, bandidos do mundo paralelo da marginalidade oficiosa assassinam friamente o que resta da cidadania da população. A brutal execução do jornalista Tim Lopes fere de morte o jornalismo investigativo no Brasil.
Ex-sócio vai bem
Enquanto o amigo e ex-sócio José Serra tenta eleger-se presidente, Vladimir Antônio Rioli atua como agente financeiro de usinas termelétricas. Ex-diretor do Banespa, Rioli foi acusado de ajudar Ricardo Sérgio no limite da irresponsabilidade Oliveira a trazer US$ 3 milhões de paraísos fiscais, com o objetivo de pagar contas de campanhas eleitorais tucanas.
Armínio-ácido
Piadinha que circula na bancada do PT, na Câmara dos Deputados, conta que um dia desses Armínio Fraga chegou ao seu gabinete, na presidência do Banco Central, e um colega perguntou: algum problema, chefe? E ele respondeu: Não, mas daqui a pouco eu crio.
Viva a exultante
O presidente do TST, ministro Francisco Fausto, ficou muito irritado com o professor Luiz Carlos Robortella, do Mackenzie (São Paulo), conceituado especialista em direito trabalhista, que anunciou há dias a morte e o sepultamento da CLT. Para Fausto, cinco gerações de Robortellas serão sepultadas e a CLT continuará viva e exultante, em favor do trabalhador.
PODER SEM PUDOR
Como enfrentar grevistas
Ao assumir o governo de Minas Gerais, em 1947, Milton Campos soube pelo seu chefe de gabinete que os funcionários estaduais em Juiz de Fora decretaram greve, reclamando de salários em atraso, e até ameaçavam destruir as repartições. O assessor queria instruções:
- Devemos enviar um vagão cheio de soldados, governador?
Milton Campos respondeu:
- Em vez de soldados, vamos mandar um vagão com dinheiro.
Colaborou Teresa Barros
E-mail: [email protected]
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