‘‘Mário Lago mostrou, com sensibilidade e delicadeza, a alma e a alegria do povo brasileiro.’’
(Presidente Fernando Henrique, sobre o ator, escritor e compositor sepultado ontem)

Embraer e a carroça voadora

O presidente da Embraer, Maurício Botelho, lamentou-se com o deputado Hélio Costa (PMDB-MG), convencido de que o comandante da Aeronáutica, brigadeiro Carlos Baptista, não quer a vitória da empresa na licitação para a compra de caças - o chamado Projeto FX. Mas o problema é que a Embraer se associou à francesa Dassault, fabricante do Mirage 2000, que, comparado a outros competidores, não passa de uma carroça voadora.

Tunga do governo...

Quem aplicou suas economias em fundos de investimentos lastreados em títulos do governo perdeu, em 24 horas, o que levou 30 dias para ganhar: 1,21%. Foi o que tungaram no feriado de quinta (30), quando os bancos ‘‘ajustaram’’ os valores das quotas de fundos como DI, FAQ e Renda Fixa, como mandava a resolução da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

Incompetência mórbida

A Radiobrás não gostou do ‘‘abraço’’ à rádio Nacional do Rio. Suspendeu por ‘‘insubordinação’’ a radialista Dayse Lucidi, proibindo-a de trabalhar, porque ela participou do ato de cidadania pela preservação de um histórico campo de trabalho dos profissionais. A truculência da direção da estatal só não é maior que a sua incompetência, que definha as emissoras oficiais.

Brasília já não é a mesma

Brasília não é mais aquela cidade que se esvaziava num feriadão. Quinta-feira o Parque da Cidade estava lotado de milhares de pessoas caminhando, pedalando, passeando com crianças etc. Na sexta (31), dia enforcado, às 10h, o ‘‘Central Park’’ da capital estava completamente vazio. A prova de que todos estavam ocupados, trabalhando.

Samba da estatal doida

A Petrobras não convoca as pessoas aprovadas no concurso público que promoveu em setembro, mas continua contratando funcionários - sem concurso - através de empresas de terceirização de mão-de-obra.

PODER SEM PUDOR

BNH como solução
Deputado cassado pelo Paraná, Jorge Curi chegou em Brasília nos anos de chumbo da década de 70, e logo procurou um amigo influente, o senador mineiro Magalhães Pinto, dono do Banco Nacional.
- Estou aqui na cidade em hotel, sem apartamento, sem ter onde morar...
- Compre um - sugeriu Magalhães.
- Pois é. Estou pensando em procurar o Banco Nacional...
- ...de Habitação? - completou o senador, referindo-se ao velho BNH e finalizando a conversa.
Colaborou Teresa Barros
[email protected]
www.claudiohumberto.com.br

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