Cláudio Humberto
Me poupem. Isso é um assunto para delegado de polícia
Ciro Gomes (PPS), sobre o escândalo envolvendo Ricardo Sérgio, ex-tesoureiro de Serra
Supermercado de votos já atua
Líderes do governo no Congresso foram avisados que R$ 3,2 bilhões estão reservados para tentar eleger o seu candidato a presidente. É metade dos R$ 6,4 bilhões da rubrica restos a pagar, do Orçamento de 2001. Governadores e prefeitos que quiserem um trocado precisam, primeiro, jurar lealdade ao candidato José Serra; depois, apresentarem qualquer projeto na área social. O restante do dinheiro está reservado a outra empreitada igualmente difícil: permitir que FhC termine o seu governo em alta.
Alô, ministério público
Chama-se Gregório Marins Preciado, o Espanhol, conhecido operador do setor elétrico, o parceiro de Ricardo Sérgio no limite da irresponsabilidade Oliveira, na articulação dos fundos de pensão para a milionária privatização da Coelba, a Companhia Energética da Bahia. A dupla teria trabalhado, digamos assim, afinada com José Serra. Eles sabem muito.
Motivação
Depois de sua expulsão da Organização das Nações Unidas para a Proscrição de Armas Químicas, sob pressão dos EUA, a dúvida é se o embaixador José Maurício Bustani manterá seu belo apartamento em Nova York, no Upper East Site, que os colegas avaliam em US$ 2,5 milhões.
Conchavo tucano
Além do ministro Pedro Parente (Casa Civil), outros ilustres estiveram dia 27 no aniversário de Francisco Gros, diretor licenciado do Morgan Stanley, dois dias antes de o banco iniciar a temporada de recomendações negativas do Brasil. Estavam lá: Luis Otávio Motta Veiga, Gustavo Franco, Pio Borges e o anfitrião, Eleazar de Carvalho, presidente do BNDES.
Intervenção branca
Como foi idéia sua botar Pimenta da Veiga para coordenar a campanha de José Serra, FhC sugere uma saída para o impasse provocado pela decisão do candidato de se livrar do ex-ministro: em lugar do coordenador, haveria uma espécie de comissão. Resta saber se Pimenta aceitará o papel.
Quanto vale?
No Brasil, quando não é omissão, é comissão.
Comigo não, violão
Antes que o acusem, o empresário Mário Petrelli, amigão de Jorge Bornhausen e uma das últimas pontes entre o presidente do PFL e José Serra, nega haver procurado Henrique Pizzolatto, diretor petista do Previ, para obter informações comprometedoras contra o candidato tucano.
Casa dos Artistas
E se Silvio Santos optar pela candidatura de Ratinho para vice?
Emprego garantido
Depois de revelar à revista Veja que soube da cobrança de propina na privatização da Cia. Vale do Rio Doce, o ministro Paulo Renato (Educação) ficou realmente com medo de ser demitido com humilhação. Ganhou sobrevida depois de recorrer à santa de sua devoção: d. Ruth Cardoso.
Tá difícil
O problema de arranjar um vice para José Serra, no PMDB, é que ele pede um Romário e só lhe oferecem luizões...
PODER SEM PUDOR
Sempre perto do poder
Político que se preza não perde procissão. Na Paraíba, o deputado Antônio Montenegro, obediente à regra, esteve certa vez na procissão de Santo Antônio, em Piancó. Aproximou-se para ajudar a carregar o andor, mas os quatro lugares já estavam ocupados, um deles pelo senador Rui Carneiro, do MDB. Montenegro puxou o padre num canto e apelou:
- Reverendo, eu queria pelo menos que o senhor deixasse em ir perto da banda de música. Longe do poder é que não posso ficar...
Colaborou Teresa Barros
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