CLAUDIO HUMBERTO
Lula sempre saiu decolado e nunca aterrissou.
(Presidente Fernando Henrique, sobre o favoritismo do candidato do PT)
O preço da resistência
O governo brasileiro nunca entendeu as razões do embaixador José Maurício Bustani, que se deixou imolar na Organização das Nações Unidas para a Proscrição de Armas Químicas. Agora tem uma pista: soube que a sua resistência foi recompensada por uma indenização de 207.000 euros (meio milhão de reais). A que não teria direito em caso de renúncia.
Teoria da conspiração...
As recomendações negativas de investimentos no Brasil - alertando sobre o risco Lula - começaram pelo banco Morgan Stanley, na tarde de segunda, 29 de abril. No sábado anterior (27), o alto tucanato, assustado com o crescimento nas pesquisas do candidato do PT a presidente, reuniu-se na espetacular residência do presidente do BNDES, Eleazar de Carvalho.
...e o terror anti-Lula
Tucanos ilustres como o ministro Pedro Parente e o deputado Márcio Fortes (RJ) estiveram na casa da rua das Iposeiras, 530, em São Conrado, Rio, para festejar os 60 anos do presidente da Petrobras, Francisco Gros. Ele é diretor licenciado do Morgan Stanley para mercados emergentes. Menos de 48 horas depois da festa, o banco espalhou o terror contra o risco Lula.
Goteiras no teto
A chuva que saiu sobre Salvador, ontem, mostrou a dramática situação do superfaturadíssimo aeroporto da cidade. Apesar dos R$ 127 milhões torrados nas obras de reforma a cargo da empreiteira OAS, aquela do Amigo Sogro, inúmeros baldes tentavam livrar das goteiras os usuários da estação de passageiros. Um vexame típico da nação de ACM.
Mães, há várias
Se for justo como acreditam seus admiradores, Lula deveria homenagear em almoço, domingo, o ex-ministro Luiz Carlos Mendonça de Barros, o ministro Paulo Renato e Benjamin Steinbruch. Afinal, é o Dia das Mães.
PODER SEM PUDOR
Ministro só com telex
Eduardo Portela era ministro da Educação, no governo João Figueiredo. Ele foi obrigado a pernoitar em São Paulo: o mau tempo fechou o aeroporto. Foi direto para o hotel Maksoud e, na recepção, o empregado português exigiu pagamento antecipado da diária. Mas não aceitou seu cheque, de Brasília. Um primo de Portela, Valdir Luciano, cochichou:
- Esse é o ministro da Educação, Eduardo Portela.
- Não é, não - cortou o emprego do hotel, para explicar cartesianamente - se fosse, teria vindo um telex de Brasília fazendo reserva. Toda vez que vem ministro pra cá, vem telex. Não tem telex, então ele não é ministro.
Colaborou Teresa Barros
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