‘‘É para ele que eu vou pedir votos nas portas das fábricas’’
Paulo Pereira da Silva, presidente da Força Sindical, sobre o candidato Ciro Gomes (PPS)

Sílvio teme ser usado

Sílvio Santos até topa candidatar-se a presidente, mas suspeita estar sendo usado pelo PFL para chantagear FhC, com o objetivo de substituir o tucano José Serra. Ele acha estranho que até agora não tenha sido procurado oficialmente pelo partido, que até colocou o seu nome numa pesquisa recente. SS impõe uma condição para topar a parada: ser uma escolha consensual do presidente do partido, Jorge Bornhausen, do vice-presidente Marco Maciel e de ACM, que ele imagina ainda muito poderoso. A dificuldade é motivar os três para a conversa: eles se detestam.

Corrida ao ouro

A assessoria de Sílvio Santos já contabiliza 18 pedidos de audiência de políticos. Todos parlamentares pefelistas do chamado ‘‘baixo clero’’.

Milagreiro não é

Nizan Guanaes é mesmo um grande marqueteiro, mas não faz milagres. Se for chefiar a campanha de José Serra, ao lado ao amigo e sócio Rui Rodrigues, ele terá recomposto dois terços da equipe que conduziu a campanha do tucano à prefeitura de São Paulo, em 1996. Serra perdeu para Celso Pitta e até para votos brancos e nulos. Ficou em quarto.

Troco

Os adversários do paulista José Serra o acusaram várias vezes de ‘‘odiar o Nordeste’’. A recíproca é verdadeira: pesquisa do instituto carioca GPP indica que Serra tem o seu pior desempenho na região nordestina, com 8,6% das intenções de voto. O pernambucano Lula registra 42,8%.

PT patrão

O diretório do partido em Belo Horizonte tentou tudo com a companheira, mas perdeu, em leilão, mesas, cadeiras e telefones para pagar R$ 51 mil dos seis anos de trabalho de Luciene Leão, vítima de lesão de efeito repetitivo (LER). O PT se diz pobre, mas só acha justos R$ 35 mil, em oito parcelas. Vai recorrer, como fazem os capitalistas da melhor cepa.

PODER SEM PUDOR

Latinha na cabeça
O secretário estadual de Educação de São Paulo, Gabriel Chalita, ganhou uma excelente oportunidade de ficar calado. Mas não ficou. Esta semana, para dar uma mãozinha ao ministro Paulo Renato (Educação), que bateu boca com Marta Suplicy sobre o tema, Chalita criticou a prefeita petista por manter 50 ‘‘escolas de latinha’’, que funcionam em calorentas instalações de metal. Um assessor o cutucou, na frente de jornalistas:
- O governo do Estado tem 200 escolas como essa, secretário.
Chalita engoliu seco e mudou de assunto.

Colaborou Teresa Barros
E-mail: [email protected]
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