‘‘FH foi o Papai Noel dos banqueiros.’’
(Anthony Garotinho - PSB - e o irresistível charme dos banqueiros com o tucanato)

Bancos pagam jantar de Serra

Para mostrar quem tem interesse na eleição de Serra, só o Unibanco comprou 60 convites para o jantar de adesão ao candidato do PSDB, José Serra, segunda-feira à noite no Hotel Intercontinental, em São Paulo, e não houve banco que não adquirisse pelo menos trinta, cada um a R$ 2.500. Arrecadaram 1 milhão de dólares com a venda de mil ‘‘adesões’’, mas os organizadores só conseguiram ‘‘laçar’’ 400 pessoas.

Jogando a toalha

Palavra de um desolado assessor de José Serra, ontem à tarde, depois que soube da nova pesquisa GPP, que aponta Lula do PT com 47,8% dos votos válidos, enquanto o chefe tucano caiu para apenas 17,9%:
- Ou aparece logo um ranário ou uma montanha de dinheiro de d. Marisa (mulher de Lula) ou estamos ferrados.

O homem de SS

Engana-se quem pensa ser Sílvio Santos apenas um factóide pefelista. Ele foi mesmo picado pela mosca azul. Mas viajou para os EUA e confiou a palavra final a um amigo, Luiz Sebastião Sandoval, presidente do Grupo SS e executivo da empresa há quase trinta anos. Quem quiser falar de política com ele, precisa antes se entender com Sandoval.

Óleo de tolo

Petroleiros de todo o País não trabalham amanhã, protestando contra a decisão da Petrobras de rebaixar o pagamento da participação nos lucros, enquanto a empresa teve faturamento recorde em 2001. Este ano reservou R$ 3,5 bilhões aos acionistas e menos de 7% aos trabalhadores. Também, quem mandou trabalhar?

A casa é nossa

A Associação Brasileira dos Mutuários da Habitação (ABMH), que luta pelo financiamento justo, está em campanha pela aprovação do projeto de lei que reformula as regras do SFH. Pede o envio de cartas à Câmara, pedindo pressa nas discussões. Mais informações no site abmh.org.

PODER SEM PUDOR

Ladrão como tema
O ‘‘Manifesto dos Coronéis’’ pretendia derrubar João Goulart do Ministério do Trabalho, em 1951, no segundo governo de Getúlio Vargas. O jornalista Murilo Melo Filho conseguiu ser recebido por Eurico Gaspar Dutra, que era avesso a entrevistas. Murilo quis saber, antes, sobre um roubo ocorrido na casa do ex-presidente. Dutra desconversou:
- Não foi nada demais. Ele pegou algumas coisas e foi embora, só isso.
- Presidente o senhor acha que os coronéis vão derrubar Jango do ministério - disparou Murilo, fazendo a pergunta que de fato interessava.
- Olha, Murilo, é melhor falar do ladrão...

Colaborou Teresa Barros
E-mail: [email protected]
www.claudiohumberto.com.br

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