‘‘Estamos vendo cenas de barbárie’’
FhC sobre a ação do exército israelense em território palestino, e os atos terroristas

Tiro do TSE saiu pela culatra

Virou-se contra o feiticeiro a resolução do Tribunal Superior Eleitoral, que verticalizou as coligações para beneficiar o tucano José Serra. A resolução não inviabilizou apenas a aliança local em torno de Jarbas Vasconcelos, forçando-o a tentar a reeleição; inviabilizou o próprio apoio do PMDB a Serra. A tendência do partido, agora, é não coligar com nenhum partido, e ficar livre para estabelecer alianças nos estados.

FhC já sabe

A tendência crescente, no PMDB, de não coligar com o PSDB na chapa presidencial para viabilizar as alianças nos estados, na esteira do ‘‘AI-45’’ do TSE, foi comunicada a FhC pela cúpula do partido, durante encontro reservado no Palácio da Alvorada, no começo da noite de ontem.

Prato frio

O ex-senador Jáder Barbalho joga as fichas que lhe restam, no PMDB (e não são poucas), para dificultar o apoio do partido ao tucano José Serra.

Sinais exteriores

O ministro Pratini de Morais (Agricultura) só valoriza o produto nacional da boca pra fora. Da boca pra dentro, é outro papo. Há dias ele comprou na adega ‘‘Le Chalet’’, em Gramado (RS), 12 garrafas do vinho Opus One (safra 96), um Cabernet californiano de R$ 810,00 a garrafa. Pratini ganha R$ 7.000,00 por mês, mas gastou R$ 9.720,00 na comprinha.

Ouvidor-mor

Pode-se dizer que o ministro Euclides Scalco, novo secretário-geral da Presidência da República, é todo ouvidos. Assim como o personagem Dumbo e aquela concha meio acústica, popularmente conhecida nas ruas como ‘‘orelhões’’. O tamanho das orelhas de sua excelência merece referência no Guiness, o livro dos recordes.

Fala sério, ô...

FhC garante que o governo não vai ajudar o candidato do PSDB à presidência. José Serra teme alguém do governo que acredite mesmo nisso.

PODER SEM PUDOR

Quem precisa de quem?
Após o suicídio de Getúlio Vargas, em 1954, o vice Café Filho assumiu o cargo e logo nos primeiros dias de governo chamou o amigo Rubem Braga para um dedo de prosa.
- Rubem, preciso de você! - exclamou o presidente, simpático.
- Café, você virou presidente, está bem empregado, a vida arrumada. Quem precisa sou eu. Estou duro, desempregado, precisando trabalhar.
Ganhou o emprego de adido cultural na embaixada do Brasil em Santiago.
Claudio Humberto com Teresa Barros
E-mail: [email protected]
www.claudiohumberto.com.br

mockup