Cláudio Humberto
Mesmo que negue, ele me fez um mal, causou um dano
Márcio Fortes anunciando dossiê contra Garotinho, para negar que fez o de Roseana
Doadores complicam Serra
Antes de vazar para a imprensa a lista de doadores da campanha de Roseana Sarney, o comando do PSDB esqueceu de consultar a lista de financiadores do senador José Serra (SP), em 1994. Não é uma lista, mas uma folha corrida liderada pela Klabin (maior doadora: meio milhão de reais, oficialmente), fabricante que enganou o consumidor, ao reduzir em dez metros o rolo de papel higiênico, além de empresas, bancos e corretoras acusados de favorecimentos e maracutaias no governo FhC.
Na lista, nenhum santo
A relação dos amigos que financiaram a campanha do senador José Serra, em 1994, inclui pessoas físicas como Ricardo Sérgio no limite da irresponsabilidade Oliveira, aquele do escândalo da privatização, e pessoas jurídicas como a construtora Encol e a empreiteira Andrade Gutierrez, encalacrada em várias denúncias de corrupção.
...e te direi quem és
O banco Matrix e a corretora Fator, que teriam sido favorecidos pelo governo FhC, inclusive protagonizando o escândalo dos precatórios, também estão na lista de investidores de José Serra. Dela fazem parte também grandes bancos, como Itaú, e, não por acaso, uma empresa citada no grampo do escândalo Sivam, a Esca Engenharia de Sistemas.
Cuidado
Aviso aos candidatos: o Ministério Público Federal vai ficar de olho no financiamento das campanhas, doe a quem doar.
Intervenção certa
O ministro da Previdência, José Cechin, confirma o que esta coluna antecipou no dia 5 de março: o governo deve intervir no Previ, bilionário fundo de pensão do Banco do Brasil, porque seus diretores se recusam a cumprir a lei complementar 108, de maio do ano passado, reduzindo de sete para seis o número de diretorias. Ninguém quer largar a boquinha.
Grande evolução
Rubinho Barrichello diz que vai usar na corrida da Malásia a inscrição
Mantenha Distância, brincando com o Ralph Schumacher. Melhorou muito. Há tempos, a única mensagem que ele levava era aquele retratinho no painel escrito Não corra, papai.
PODER SEM PUDOR
Pura superstição
Francisco Calado era chefe político de Serranópolis, Goiás, e famoso por seu mau humor. Certo dia, bateram-lhe à porta, dizendo que era um credor. Francisco, ironizando, perguntou:
- Credor? Você crê em quê?
- Creio que o senhor vai pagar hoje o que está me devendo.
E Francisco:
- Então você não é um credor. Você é um supersticioso.
Claudio Humberto com Teresa Barros
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