Estou com medo do Márcio Fortes. Ele fere o estado de direito’’
Inocêncio de Oliveira (PFL-PE) sobre o tucano acusado de grampear telefonemas

Araponga no exterior

Edgar Lange Filho (o ‘‘Alem㒒), araponga suspeito de participar de grampear telefones de Roseana Sarney, embolsou da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), R$ 4.704,00 (US$ 2 mil), dia 27 de fevereiro, véspera da invasão na Lunus, para ‘‘viagem ao exterior’’. O comprovante em poder da coluna não informa o destino do araponga. Prêmio pelos serviços prestados? Pode ser viagem a serviço, para vasculhar, lá fora, a vida de Jorge Murad. Lange é subchefe da Abin e trabalha no Planalto.

Grande Irmão

Alguns dos principais jornalistas de Brasília, não-amestrados, receberam o alerta que demonstra o baixo nível da campanha presidencial: suas conversas telefônicas estão sob escuta de arapongas ligados ao PSDB.

Surpresa

Se José Serra ouve mesmo grampo telefônico, corre o risco de descobrir, perplexo, que há políticos falando bem dele, em conversas reservadas.

Triângulo amoro$o

O Ministério Público Federal está comendo mosca, diante de uma curiosa triangulação: o publicitário Nizan Guanaes acaba de comprar (na baixa) a agência de propaganda DM-9, que havia vendido na alta. Demitiu-se da campanha de Roseana (PFL) e virou marqueteiro de José Serra. A maior conta da DM-9 é do Ministério da Saúde: R$ 45 milhões.

A volta da mordaça

A votação no Senado, semana que vem, dos projetos de lei conhecidos como Lei da Mordaça, indignou a Associação Nacional dos Procuradores da República. Restringe sua atuação, agride o direito da sociedade à informação, num claro retrocesso democrático. A ONU garante o livre exercício do cargo e da liberdade de expressão do Ministério Público.

Guia turístico

Aos turistas que visitam Brasília pela primeira vez, uma explicação: Palácio da Alvorada é aquele de jardim grande, cheio de emas. Palácio do Planalto é aquele de rampa grande, onde está o viveiro de arapongas.

PODER SEM PUDOR

Isso não se faz
No começo dos anos 60, o prefeito de Anápolis, Goiás, professor Heli Alves Ferreira, viveu uma experiência curiosa. Mataram o prefeito de
Nápoles, Itália, e as rádios brasileiras divulgaram, por engano, que tinha
sido ele. Choveu telefonema pra casa dele e a mulher anotava num caderno cada mensagem, explicando que era engano. Meses depois, um deputado goiano se encontrou com Heli, que mal o cumprimentou.
- O que houve, prefeito, aborrecido comigo? - estranhou o deputado.
- Estou sim. Quando eu morri em janeiro você nem telefonou...
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Claudio Humberto com Teresa Barros
E-mail: claudiohumberto
odianet.com.br
www.claudiohumberto.com.br

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