‘‘Se você é bem atendido nos postos de saúde, vote em Serra.’’
Anthony Garotinho, presidenciável do PSB, diante de uma multidão no Recife

Dengue na conta de Serra

José Serra se lança candidato a presidente quando se confirma epidemia de dengue em três estados, entre eles o Rio, fruto da desastrada descentralização administrativa do ministro da Saúde. Recursos do governo federal escorreram pelo ralo dos municípios. Quase seis mil mata-mosquitos foram demitidos da Funasa, e os mil contratados dificilmente darão cabo do mosquito. Cuidado, carecas!

Camaradas

Os irmãos Gilberto Miranda, ex-senador, e Egberto Batista, ex-ministro do governo Collor, aderiram com entusiasmo à campanha de Roseana Sarney à presidência da República.

Veto a Temer

Orestes Quércia, chefe do PMDB paulista, mandou dizer ao governador Geraldo Alckmin que aceita um acordo eleitoral com o PSDB, no Estado, desde que não passe pela candidatura ao Senado do deputado Michel Temer, presidente nacional do seu próprio partido.

Poleiro

Pelo ânimo de Tasso Jereissati com a candidatura de José Serra, deduz-se que muitos tucanos não subirão no palanque; subirão no muro.

Um guru baiano

Ex-homem-forte de Lídice da Matta, que deixou a prefeitura de Salvador com 93% de desaprovação, o ex-deputado Domingos Leonelli, do PSB baiano, agora é guru do governador do Amapá, João Capiberibe, e escreve um livro para o do Mato Grosso, Dante de Oliveira, sobre a campanha Diretas, Já. Neste último caso, ainda não recebeu o cachê.

Não basta ser banco...

...tem que punir os clientes. A viúva Maria Lúcia Favoni fechou a conta conjunta no Itaú depois da morte do marido Waldir, entregando na agência talões e cartões magnéticos. Falsificaram a assinatura dele e o nome de ambos foi para o Serasa. Após mandar carta ao morto com nome sujo na praça e certidão de óbito, o banco tentou ‘‘consertar’’, oferecendo até empréstimo à viúva.

PODER SEM PUDOR

Batendo continência
Um ano antes do golpe de 1964, o general Olympio Mourão Filho fez justiça, em seu diário, ao general Pery Beviláqua, soldado que honrou a farda e que seria cassado pela ditadura. Anos depois, quando, ministro do Superior Tribunal Militar, teve a coragem de votar pela absolvição do líder estudantil Vladimir Palmeira. Mourão escreveu, em março de 1963:
- Pery é (...) culto, erudito, democrata e inconformado com a situação política indevida do Exército, (ao contrário) dos demais generais, que, com raras exceções, são homens vulgaríssimos.
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Claudio Humberto com Teresa Barros
E-mail: claudiohumberto
odianet.com.br
www.claudiohumberto.com.br

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