‘‘Subo no palanque. Sequer cheguei a pensar de forma diferente.’’
(Tasso Jereissati contando lorota no lançamento da candidatura do inimigo José Serra)

Serra só terá TV em maio

Começou mal a candidatura do tucano José Serra a presidente. A primeira aparição do ministro da Saúde na TV, em horário gratuito, será apenas em maio, quando todos os demais candidatos, principalmente Roseana Sarney, já terão deitado e rolado. Tudo porque o deputado José Aníbal, presidente do PSDB, não solicitou espaço à Justiça Eleitoral. Quando se lembrou de fazê-lo, era tarde. Serristas bem posicionados, tão paranóicos quanto o chefe, até já suspeitam de ‘‘sabotagem’’.

Recado de Malan

Diante da ameaça de ouvir críticas do tucano José Serra à política econômica do governo, no lançamento de sua candidatura, o ministro Pedro Malan mandou um duro recado ao alto escalão do PSDB: ‘‘o presidente Fernando Henrique me orientou a não deixar sem resposta, no mesmo tom, quaisquer críticas de candidatos’’. Serra amarelou.

Pavor de grampo

José Serra botou a careca de molho desde a denúncia de achaque a empresários por seus assessores, segundo revelação do lobista Alexandre Paes dos Santos. O ministro da Saúde contratou por R$ 1,8 milhão a ‘‘consultoria’’ de uma Fence para ‘‘segurança de comunicações’’. Ele quer proteção total contra grampos telefônicos. Humm...

Dá-lhe, coragem

As CPIs do futebol, no Congresso, fizeram um barulho enorme, aliás com todo o mérito, e botaram o dedo nas feridas dos cartolas. Mas não lancetaram os rentabilíssimos (e secretos) contratos de exclusividade para a transmissão de jogos, um monopólio da Globo. Seria acreditar demais na coragem nas figuras que ganharam os holofotes, nas CPIs.

Outra coincidência?

Pode ser também mera coincidência, mas a próxima novela das sete na TV Globo, ‘‘Desejos de Mulher’’, que estréia segunda, fala da ascensão de uma mulher vinda do interior na luta para ‘‘vencer preconceitos’’ num País de machistas. Parece até enredo de candidata do PFL a presidente.

PODER SEM PUDOR

Meio de transporte
Contam que nos idos dos anos 60, Alderico Bento Lima e Francisco Gonçalves, líderes políticos de Belo Oriente (MG), foram a Belo Horizonte para uma conversa com o deputado municipalista Lourival Brasil Filho. Subiram pelas escadas, mas, após o encontro, resolveram experimental o elevador, ‘‘aquele caixote que sobe e desce’’.
- Chegamos! - anunciou a simpática ascensorista, já no térreo.
- Quanto é, minha filha? - perguntou Alderico, coçando o bolso.
- Nada não, é de graça...
- Então toca pra rodoviária que tamos atrasados.

Claudio Humberto com Teresa Barros
E-mail: claudiohumberto
odianet.com.br
www.claudiohumberto.com.br

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