Cláudio Humberto
A vez é do Serra e é simples: é só discar 085 e o número
(Ministro Artur Virgílio citando o código DDD de Fortaleza, onde vive Tasso Jereissati))
Itamar vice, só para chatear
Itamar Franco acusou o golpe da pré-candidatura de Raul Jungmann a presidente. Se o ministro do Desenvolvimento Agrário queria atrapalhar a vida de Itamar para agradar o chefe, a manobra revelou-se desastrada: ofendido, o governador de Minas autorizou contatos junto a Roseana Sarney e até a Lula, oferecendo-se como soldado ou até vice, recorrendo inclusive à Justiça para isso. Sua prioridade voltou a ser prejudicar FhC.
Pano verde
Amigos de Roseana Sarney torcem para que os inimigos não descubram um dos seus pecados mais graves e escondidos: o carteado. Segundo eles, a governadora é capaz de largar tudo por uma mesa de pif-paf.
Idéia de jerico
Com um ministro como Carlos Melles (Esporte e Turismo), Fernando Henrique não precisa de oposição. É de Melles a idéia de jerico de meter o bedelho na CBF, uma entidade privada, para afastar o presidente Ricardo Teixeira e estatizar a entidade. Melles deseja botar na conta de FhC um eventual fracasso da Seleção Brasileira na Copa do Mundo.
Pulso chique
Irritado com FhC, Tasso Jereissati tenta manter a elegância, mas amigos próximos já falam do seu arrependimento pelo caro presente que deu ao presidente, no primeiro mandato: um exclusivo Patek Philippe modelo Calatrava, um relógio que custa US$ 15 mil. FhC usa o mimo até hoje.
Novo livro
Tão Gomes Pinto e Mauro Salles, mestres do jornalismo, escrevem a quatro mãos um livro que se promete saboroso, sobre histórias de colunas e colunistas no Brasil. Será lançado ainda neste semestre.
PODER SEM PUDOR
Respeito à virgindade
O presidente Fernando Henrique sonha em ser considerado um novo JK, conforme já confessou. Lendo a biografia O artista do impossível de Cláudio Bojunga (Objetiva, Rio, 2001), ele verificaria que há diferenças insanáveis. Uma delas: a recusa de JK de mudar as regras do jogo para se reeleger, como queria um grupo de bajuladores que incluía adesistas da UDN, como ACM (ele mesmo). Em entrevista a Carlos Castello Branco, em 1960, JK jogou uma pá-de-cal na manobra:
- Vou sair daqui (do governo) com a Constituição virgem.
Claudio Humberto com Teresa Barros
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