‘‘Fernando passou mal depois que comeu carne de porco.’’
(Álvaro de Aguiar, investigador paulista, sobre a morte do sequestrador da filha de Silvio Santos)

Para variar, culpa do governo

São Pedro não tem culpa das tragédias causadas pelas enchentes. A culpa é mesmo do governo: o programa orçamentário ‘‘Construção de Obras de Contenção de Enchentes’’, do ministério da Integração Nacional, viu em 2001 apenas 20,5% dos R$ 256.884.742,00 fixados no Orçamento. No final de 2001, só R$ 52,7 milhões haviam sido gastos. O deputado Agnelo Queiroz (PCdoB-DF) constatou a leviandade no Siafi, o Sistema de Administração Financeira do governo.

Para o Rio, nada

O Rio de Janeiro não viu um só vintém do programa para obras de contenção de enchentes, do Ministério da Integração Nacional. Se tivesse recebido os R$ 28,6 milhões previstos no Orçamento da União, certamente muitas vítimas teriam sido poupadas em Petrópolis.

À Paraíba, tudo

Só a Paraíba recebeu 100% dos R$ 10,9 milhões destinados pelo orçamento para contenção de enchentes, em 2001, até porque precisava mesmo dos recursos. Por coincidência, é o Estado do ministro da Integração Nacional, senador Ney Suassuna, que gerencia o programa.

Lula e os amigos

Lurian, filha de Lula, mora em Blumenau (SC) num apartamento cedido por Arlindo Franceschi, que, além de empreiteiro, renunciou ao mandato de vereador, em 1996, para não ser cassado. O prefeito petista Décio Lima, acusado de improbidade pelo Ministério Público, botou o amigo na confusão: ‘‘respeitem o Lula!’’, grita aos interessados no escândalo.

Cadê a estrela?

Depois de tanta luta, a diretoria do Atlético Paranaense ainda não botou a estrela de campeão no escudo que enfeita a entrada principal da Arena da Baixada, seu estádio em Curitiba. Que coisa.

Deficiente segregado

No aeroporto de Congonhas (SP), a TAM já não transporta deficientes em ônibus ou viaturas especiais, em dia de chuva. Na tarde de 29 de dezembro, passageiro do vôo 3944 carregou o filho, jovem deficiente, debaixo de chuva, até a aeronave. Carta do Centro de Informação de Pesquisa da Síndrome de Down foi ignorada até agora pelo presidente da TAM, Daniel Martin. A entidade vai processar a empresa.

PODER SEM PUDOR

Correção e censura
Nos tempos sombrios da ditadura, João Clímaco D’Almeida era deputado pela Arena e Celso Barros pelo MDB. Eram amigos e vizinhos: moravam no mesmo prédio, em Brasília, e mantinham uma curiosa rotina: à noite, D’Almeida empurrava folhas de papel por debaixo da porta de Barros e, na manhã seguinte, o movimento se invertia. João Clímaco explicou:
- É que à noite eu deixo o meu discurso com o Celso para ele corrigir os erros de português. Pela manhã ele deixa os dele, para que eu corte os trechos subversivos...

Claudio Humberto com Teresa Barros
E-mail: [email protected]
www.claudiohumberto.com.br

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