Cláudio Humberto - De Brasília
''É preciso pôr fim a essa marcha da insensatez''
(Fernando Henrique Cardoso sobre os atentados nos Estados Unidos)
Alerta dos céus
A médium brasileira Adelaide Scritori, da Fundação Cacique Cobra Coral, garante que avisou ao presidente George W. Bush, no dia 3 de agosto: ''...O terror do ar atingirá duramente o coração americano.'' Em carta, ela teria enfatizado a necessidade de ''controle rigoroso do espaço aéreo'' e que ele não pernoitasse na Casa Branca nos dias 11 e 12 de setembro.
Chumbo grosso
O presidente Fernando Henrique disse a um amigo ter certeza de que o governo americano vai promover, rapidamente, uma drástica retaliação aos ataques terroristas. Lembra que a história está repleta de exemplos da reação anglo-saxônica a agressões. ''Eles ficam com gosto de sangue na boca'', quando atacados. Acredita que ''vem chumbo grosso por aí''.
TVi na TV
O minuto de silêncio do presidente Bush durou 10 segundos.
Suspeito
Não procede a suspeita de que foi obra de malufistas o ataque terrorista ao World Trade Center. É que ali fica a sede do Citibank, o banco que guarda os segredos das contas milionárias no paraíso fiscal de Jersey.
Vítima brasileira
A destruição do World Trade Center, em Nova York, vitimou uma bela tela do artista Juarez Machado, que para orgulho dos turistas brasileiros enfeitava o hall de entrada do restaurante panorâmico ''Windows of the World'', no 110º andar de uma das torres destruídas.
Spielberg dançou
O último sucesso do cineasta Steven Spielberg, ''Inteligência Artificial'', imagina Nova York submersa e congelada, com o World Trade Center e tudo. Desta vez, o Oscar de ''efeitos especiais'' vai para os terroristas.
Setembro, 11
...e não era Independence Day...
Dentro de casa
A tragédia americana reforça a tese dos que não querem entregar a base de lançamento de foguetes de Alcântara (MA) aos EUA. É mais um alvo fácil, logo ali, no Atlântico.
Ao vivo
As webcams que não entraram em pane em Nova York nesta terça-feira sangrenta, ficaram completamente congestionadas. A do Empire State foi o mais acessada, e quem não conseguiu entrar apelou para o site use.subnet.dk/us_webcams.htm.
Pensando bem...
...explodiram a globalização.
Luto virtual
Quem conseguiu acessar o site das torres destruídas em Nova York, já encontrou uma mensagem, com fundo preto e uma pequena rosa branca, informando que o domínio www.worldtradecenter.com fora doado ''para ser usado como memorial ou para propósito semelhante''.
Acelera, Pimenta
Até parecia que o ministro Pimenta da Veiga corria de terroristas. O carro oficial que ele usa, com placa verde e amarela, ''costurou'' em alta velocidade e fez ultrapassagens perigosas, no Lago Sul, em Brasília, às 7h15 da manhã de ontem. Como o motorista não ousaria tanto à revelia do chefe, o Detran já sabe quem merece perder pontos na habilitação.
Escolha errada
FHC não gostou de saber que o ministro Pratini de Morais (Agricultura) tenta emplacar o amigo Osvaldo Aranha na Secretaria-Geral da Organização Internacional do Café. Aranha sequer conta com o apoio dos cafeicultores e trava uma batalha judicial com um ex-sócio ilustre, Roberto Irineu Marinho, numa fazenda em Poços de Caldas (MG).
De olho no tempo
Muita gente no governo está cruzando os dedos para saber os resultados das informações recolhidas pelo supercomputador do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), que darão hoje as previsões de chuvas para a primavera, no Sudeste do País. Da última vez que esse computador do Inmet foi usado, acertou em cheio, prevendo chuvas em pleno agosto.
Tese polêmica
No livro ''O Mercado de Escravos'' (Simon & Schuster, 99), o historiador Hugh Thomas diz que líderes africanos recebiam o equivalente a R$ 150 por negro vendido no século 18. Por 150 anos, faturaram horrores. Outro historiador, P.D. Curtin, diz que os EUA receberam 400 mil escravos entre 1500 e 1870. Um décimo do que o Brasil ''importou'' até a Lei Áurea.
Qual é a música?
Marcelo Guimarães não compôs ''Alegria das Lavadeiras'' pensando em Paulo Maluf, mas o PPB usou a música no horário eleitoral gratuito, sem autorização do autor. O STJ condenou o partido a pagar R$ 5 mil a Marcelo, que nunca pensou em pagar tal mico e ainda ter de ouvir que era um ''ilustre desconhecido'', devendo ''agradecer'' a divulgação.
PODER SEM PUDOR
Nas hostes inimigas
Estava acirrada a disputa pela Prefeitura de Branquinha (AL), em 1976, quando ''Major Du'', influente cabo eleitoral e marido da candidata do MDB a prefeita, viu o correligionário Zé Chaveiro, candidato a vereador, bater à porta do adversário, Araken Freitas, da Arena. O dono da casa abriu a porta, meteu a mão no bolso e entregou dinheiro a Zé Chaveiro. Na primeira esquina, Major Du interceptou o traidor.
- Calma, Major respondeu Zé Chaveiro eu estava só desfalcando o adversário!
Cláudio Humberto com Teresa Barros
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