Clair queria propostas claras do Governo Lula
Curitiba - A deputada federal Clair da Flora Martins também considerou a decisão da executiva nacional petista como injusta e incoerente. ''Não podíamos ser punidos por votar e lutar por um programa partidário e de governo. Fomos coerentes.'' Dra. Clair, como é conhecida, disse que poderia ter alterado o voto se o Governo Lula tivesse encaminhado ao Congresso um projeto de política de recuperação do salário mínimo ou proposta de recuperação semestral de perdas dos trabalhadores. ''Minha história política sempre foi de luta pelos direitos trabalhistas. Não podia abandonar minha ideologia partidária.''
Dra. Clair não poderá assumir novas funções, mas acredita que nem conseguiria. Ela faz parte este ano das comissões do Trabalho, de Justiça, da Alca, da Reforma Trabalhista e da Reforma do Poder Judiciário. Ela é também integrante da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Banestado. Além dos dois paranaenses, votaram contra a proposta do salário mínimo de R$ 260 os seguintes parlamentares: os deputados federais Chico Alencar (RJ), Ivan Valente (SP), João Alfredo (CE), Maria José Maninha (DF), Mauro Passos (SC), Orlando Fantazini (SP), Paulo Rubem (PE) e Walter Pinheiro (BA); e os senadores Paulo Paim (RS) e Serys Slhesssarenko (MT).
No ano passado, a executiva do PT expulsou os deputados Babá (PA), João Fontes (SE) e Luciana Genro (RS), além da senadora Heloísa Helena (AL), por votarem contra a Reforma da Previdência. (L.P.)





