A Comissão de Justiça (CJ) da Câmara de Vereadores de Londrina emitiu parecer favorável ao projeto de lei, de autoria da Mesa Executiva, que define em R$ 12,9 mil, mais a inflação anual, o subsídio parlamentar para a próxima legislatura. Atualmente, o salário está em R$ 15 mil por mês. A análise feita na CJ considera apenas a legalidade da matéria, pois o mérito ainda deverá ser debatido em plenário, necessariamente antes das eleições municipais, conforme orientação do Tribunal de Contas (TC) do Paraná.
A aprovação do projeto na Comissão foi tranquila, ontem, sem emendas. Votaram pela constitucionalidade da proposta os vereadores Mário Takahashi (PV), que foi o relator, Amauri Cardoso (PSDB) e José Roque Neto (PR). Não participaram da sessão Rony Alves (PTB) e Vilson Bittencourt (PSB). Em entrevista à FOLHA, Takahashi antecipou a sua posição sobre o valor estipulado para os parlamentares, a partir de 2017. "Na minha opinião, é um bom salário. Está havendo redução em relação ao que se paga hoje e, na comparação com outras cidades, é um dos menores subsídios per capita, pois a folha de pagamento dos vereadores representa R$ 5 de cada habitante londrinense."
Há um mês, quando a remuneração dos vereadores passou de R$ 13,5 mil para R$ 15 mil, por causa da recomposição inflacionária automática, o Conselho Municipal de Transparência e Controle Social de Londrina emitiu moção de protesto. O documento, aprovado por unanimidade pelos conselheiros, citava a "grave crise" política e econômica que afeta todos os brasileiros, resultando no enxugamento e redução dos serviços ofertados à população. Desde então, o assunto tem sido um dos principais temas nas reuniões do Conselho. A proposta que fixa os subsídios para a próxima legislatura deve chegar no plenário dentro de aproximadamente 20 dias, após tramitar nas comissões permanentes.

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