O presidente da Sercomtel, Roberto Coutinho Mendes, que foi ao Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) como testemunha, teria entrado em contradição nas suas declarações ao delegado Alan Flore. Segundo a FOLHA apurou, o prefeito Barbosa Neto (PDT) e o ex-secretário de Governo, Marco Cito, preso há uma semana por suposta corrupção ativa, teriam se encontrado em reunião na Sercomtel, um dia antes das prisões.
Segundo teria dito Mendes ao Gaeco, Cito teria participado de um encontro entre Sercomtel e empresa coreana, interessada num contrato com a telefônica. Porém, questionado sobre a presença de um ex-secretário e coordenador da campanha do PDT no encontro, Mendes teria mudado a versão e dito que Cito não estava presente.
Ao deixar a sede do Ministério Público (MP), Mendes negou que a Sercomtel tenha sido usada para irregularidades ou interesses políticos. ''(A Sercomtel) É uma empresa rígida no seu controle financeiro e de lá não saiu um centavo para coisas ilícitas.''
Ele saiu em defesa do diretor de Participações da empresa, Alysson Tobias de Carvalho, investigado por suposta participação no ato de corrupção, através da compra de votos na Câmara. ''Ele (Alysson) é uma pessoa honesta, eu acredito nele.'' O vereador Amauri Cardoso (PSDB), que denunciou o suposto esquema, afirmou na semana passada, que o dinheiro - R$ 20 mil - oferecido a ele por Ludovico Bonato tinha sido passado a Bonato, numa ''pasta verde'', pelo do diretor da Sercomtel.
Habeas corpus negado
O Tribunal de Justiça (TJ) do Paraná negou pedido liminar de habeas corpus em favor de Marco Cito. O advogado João dos Santos Gomes Filho, vai recorrer ao Superior Tribunal de Justiça (STJ). (E.F.)

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