Depois de 70 dias presos por participação num suposto esquema de compra de apoio de vereadores, o ex-secretário de Governo e de Gestão Pública do prefeito de Londrina Barbosa Neto (PDT), Marco Cito, e o empresário Ludovico Bonato foram soltos ontem à tarde. Eles obtiveram habeas corpus no Tribunal de Justiça (TJ) do Paraná, segundo informou o advogado Maurício Carneiro. A liminar ainda não foi publicada.
Marco Cito, detido na unidade dois da Penitenciária Estadual de Londrina (PEL 2), foi o primeiro a sair, por volta das 16h30, acompanhado do advogado Régis Belizário (do escritório de Carneiro). O ex-secretário, que aguardava o alvará de soltura com a esposa, foi retirado do presídio sem qualquer contato com a imprensa, já que o advogado obteve permissão para ingressar no pátio da PEL 2 com um veículo. Bonato, que estava na Casa de Custódia (CCL), saiu cerca de uma hora mais tarde, também acompanhado de um advogado, Vitor Ribeiro. O empresário manteve silêncio ao ser questionado pelos jornalistas.
Bonato e Cito foram presos em flagrante no dia 24 de abril pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), que investigava a denúncia do vereador Amauri Cardoso (PSDB) de que Bonato o procurara e oferecera R$ 40 mil para que votasse contra a abertura da Comissão Processante da Centronic - contra o prefeito. O vereador gravou conversas com os dois e, na data da prisão, o Gaeco flagrou a entrega para Cardoso de R$ 20 mil - parte do suborno. Em seguida, Cito também foi preso.
Uma semana mais tarde, o juiz da 3 Vara Criminal, Katsujo Nakadomari, decretou a prisão de outros três aliados do prefeito: o então chefe de Gabinete, Rogério Lopes Ortega, o ex-diretor de Participações da Sercomtel Alysson Tobias de Carvalho e o vereador Eloir Valença (PHS), que fazia parte da bancada de oposição, mas mudou de postura porque teria recebido promessa de vantagem da suposta quadrilha.
Na ação criminal, além dos cinco, o ex-presidente da Sercomtel Roberto Coutinho Mendes também foi acusado de integrar a quadrilha para corromper vereadores. Coutinho foi afastado do cargo na telefônica. A investigação ensejou a abertura de outro inquérito para apurar suposto oferecimento de vantagem indevida a veredores para manter a Lei da Muralha e aprovar perdão de dívidas e redução de imposto para a Unopar.

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