Nos depoimentos de ontem, todos os supostos envolvidos no escândalo do grampo clandestino na empresa de Araucária negaram ter participação na história. Sousa disse que foi vítima de um complô em consequência das declarações à imprensa. ''Fico feliz de estar sendo processado desta maneira'', ironizou ele.
Os policiais militares Jordão e Afrânio disseram que só foram chamados para ''fazer uma varredura'' na Delta Distribuidora de Petróleo e que acertaram com Gonçalves a execução do serviço. Eles não teriam tido participação em qualquer tipo de escuta telefônica na empresa.
Cordeiro confessou ter instalado os gravadores, mas disse que agiu a mando de Gonçalves. Ele declarou ter pensado que o procedimento da escuta tinha autorização legal, considerando ser um funcionário do alto escalão do governo do Estado. O serviço teria custado R$ 700. A próxima audiência dos envolvidos no caso do grampo ainda não tem data marcada.

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