Em coletiva na tarde de ontem, os promotores que atuam no Gaeco evitaram fazer comentários acerca de depoimentos que envolvem políticos com foro privilegiado, ou seja, que não podem ser investigados pelo Ministério Público de Londrina. Seria o caso do governador Beto Richa, que tem foro para responder a inquéritos e a processos criminais no Superior Tribunal de Justiça (STJ), e do deputado estadual Tiago Amaral (PSB), cujo foro é o Tribunal de Justiça (TJ) do Paraná.
"Vamos analisar os depoimentos e as citações que envolvam autoridades com foro e verificar se se trata de encaminhar para a Procuradoria de Justiça do Ministério Público ou para o tribunal competente", afirmou a promotora Leila Shimiti, sem mencionar nomes. "Ainda não decidimos sobre isso."
Até agora, o que se sabe por meio dos depoimentos do delator Luiz Antonio de Souza e de outras testemunhas, é que a campanha de Beto Richa teria sido beneficiada com dinheiro de propina. E também que Tiago Amaral teria levado, pessoalmente, propina para auditores da Receita, conforme reportagem publicada pela FOLHA no último dia 25. Um empresário, cliente de Tiago (quando o político atuava apenas como advogado tributarista), revelou que entregou R$ 33 mil para que o hoje deputado levasse a um auditor. Assim, sua empresa conseguiu liberação de créditos tributários. O deputado nega qualquer envolvimento ilícito. (L.C.)

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