Brasília - O candidato da Frente Trabalhista (PPS, PDT e PTB), Ciro Gomes, após o encontro com o presidente Fernando Henrique Cardoso disse que se comprometeu em manter a austeridade fiscal no limite da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), que fixou o superávit primário para o ano que vem em 3,75% do Produto Interno Bruto (PIB), respeitar contratos e manter a estabilidade da moeda.
  Ciro disse a FHC que o atual modelo econômico é, em parte, responsável pela crise atual e reconheceu que o momento é delicado para o País. ‘‘Gostaria de declarar que compreendo que a crise é grave e, a situação do País, delicada. Na minha compreensão, parte disso é de responsabilidade de um modelo econômico com o qual me bato. A outra parte é de responsabilidade do mercado internacional’’, afirmou.
  O presidenciável avaliou ainda que é inevitável a evolução dos entendimentos com o atual governo e pediu a FHC que autorize o ministro Pedro Malan (Fazenda) e o presidente do Banco Central, Armínio Fraga, a repassarem a ele todos os documentos contendo os números da economia do País e a íntegra do acordo com o FMI. A documentação ainda está sendo elaborada.
  Somente após analisar os números é que o trabalhista emitirá uma nota sobre o encontro a FHC. O candidato não respondeu perguntas dos jornalistas.

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