Ciro rejeita impeachment e quer mudança de rumo
Ângela Lacerda
Agência Estado
Do Recife
O ex-ministro Ciro Gomes (PPS) disse ontem que a oposição deve agir com responsabilidade ao invés de pregar o impeachment como forma de derrubar o presidente Fernando Henrique Cardoso. A saída está, segundo ele, na construção de um movimento nacional que obrigue o governo a mudar de rumo. Engana o povo quem acena com a possibilidade de impedir esse presidente, afirmou Ciro. Ele é um péssimo presidente, mas é apoiado pelo setor exportador paulista, pelo setor financeiro nacional e internacional, pelas grandes empresas de mídia de São Paulo e Rio e pela oligarquia parlamentar que ele mantém a pão-de-ló.
Ciro fez as declarações durante a assinatura de filiação ao PPS de políticos pernambucanos vindos do PSB que acabou virando uma concentração pela candidatura do ex-ministro à sucessão de Fernando Henrique na Presidência. O ex-ministro não deu detalhes sobre o movimento nacional que prega para fazer FHC redirecionar o governo. Afirmou, porém, estar na luta pela construção de um caminho alternativo de poder real para o Brasil. E disse que só será candidato presidencial se esse caminho for construído. Não tenho a salvação da pátria na mão, frisou.
O presidente nacional do PPS, senador Roberto Freire, criticou a esquerda que vai atrás de projetos do senador Antonio Carlos Magalhães ou pensa em se aliar a produtores rurais que possuem demandas que vão de encontro aos interesses do País. E frisou que a esquerda não pode ser biruta. Agindo assim, ajuda a manter esse governo, disse.





