Ciro quer nacionalizar Copel
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quinta-feira, 13 de setembro de 2001
Maria Duarte 
O ex-ministro da Fazenda Ciro Gomes, candidato à corrida presidencial pelo PPS, anunciou ontem em Guarapuava que pretende ''nacionalizar'' a Copel, caso consiga se eleger no próximo ano. Segundo ele, a estatal de energia precisaria ser comprada pela União. Na sua opinião, o Estado não teria condições de executar a operação, por questões financeiras. A assessoria da Secretaria da Fazenda avalia que a nacionalização esbarraria em dificuldades técnicas.
Ciro Gomes veio ao Paraná para cumprir agenda política, incluindo contatos com lideranças em Curitiba, Guarapuava e Foz do Iguaçu, onde acontecem novas filiações. Na Capital, ele criticou o programa de privatizações do presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e atacou os outros candidatos da oposição à sucessão presidencial.
''As privatizações no setor elétrico levaram ao colapso. A privatização é um remédio para ser usado conforme a doença'', avaliou. Sobre o candidato do PT ao Palácio do Planalto, Luis Inácio Lula da Silva, Ciro Gomes disse que falta experiência administrativa. ''Há 15 anos no processo, ele recusou oportunidades de ser ministro ou secretário''. A respeito do governador do Rio de Janeiro, Anthony Garotinho (PSB) á-outro candidato à presidência-, o representante do PPS disse que falta capacidade de articulação.
Ciro defendeu ainda a união das oposições e de partidos de centro-esquerda. No Paraná, a oposição trabalha com a possibilidade de uma união para as eleições do próximo ano. O candidato do PPS ao governo, deputado federal Rubens Bueno, acompanha o presidenciável nas viagens pelo Paraná. Bueno disse que tem conversado com lideranças da oposição, segundo ele, em busca de unidade.
Bueno disse que a escolha de um possível candidato único das oposições tem que ser avaliada ''de acordo com o momento''. Segundo ele, o cenário vai mudar com as eleições no PT (marcadas para este domingo), fim do prazo para filiações (outubro) e com a data limite para integrantes do governo que serão candidatos se descompatibilizarem (abril). (colaborou Valmir Denardin)


