Ciro pode ter apoio de Roseana, no Maranhão
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domingo, 21 de julho de 2002
Agência Folha 
Imperatriz, MA - Para não causar constrangimentos para o candidato à Presidência da República pela Frente Trabalhista, Ciro Gomes (PPS), os adversários da família Sarney no Maranhão admitem até que a ex-governadora Roseana Sarney peça votos para o presidenciável. Entretanto, os partidários de Ciro querem que Roseana limite seu apoio ao Maranhão e não em termos nacionais.
A preocupação das lideranças da Frente Trabalhista no Maranhão é com a possibilidade de que a ex-governadora venha a ser processada pela Justiça Federal do Tocantins pelo suposto envolvimento nos desvios do projeto Usimar Componentes Automotivos. Ela já foi denunciada pelo Ministério Público Federal e as possibilidades de vir a ser processada são grandes. ''O apoio, no Brasil, com todas essas acusações, podem prejudicar a candidatura de Ciro'', afirma o ex-governador do Maranhão, Epitácio Cafeteira, aliado de Ciro, inimigo da família Sarney e candidato a senador pelo PDT.
Durante sua visita a Imperatriz, onde participou de um comício do candidato ao governo pelo PDT, Jackson Lago, Ciro evitou falar sobre o apoio de Roseana. Não confirmou nem desmentiu, mas negou que teria um encontro com a ex-governadora, como um dos jornais do Maranhão noticiou como manchete no sábado.
''Comigo ela ainda não conversou'', afirmou o candidato do PPS. Mas uma coisa deixou bem claro durante seu discurso em Imperatriz: a candidatura que defende é a de Lago e não a reeleição de José Reinaldo Tavares, do PFL. Os adversários dos Sarney também foram prudentes em seus pronunciamentos, evitando constranger Ciro e afastar um eventual apoio pelo menos de Roseana.
Provavelmente a visita a Imperatriz será a última de Ciro ao Maranhão,para evitar que suba em dois palanques: o de Lago, da Frente Trabalhista, e o de José Reinaldo Tavares, o candidato da família Sarney.
Garotinho - O candidato do PSB à Presidência da República, Anthony Garotinho, defendeu anteontem à noite uma nova renegociação das dívidas do Estados e Municípios. Garotinho quer que essa renegociação ocorra dentro da discussão de um novo pacto federativo para o País. ''O primeiro a propor um pacto federativo fui eu há seis meses atrás. E esse pacto também passa por esse entendimento das dívidas dos Estados e Municípios'', disse Garotinho.


