São Paulo- O candidato da Frente Trabalhista (PDT, PTB e PPS), Ciro Gomes, afirmou ontem que não passa de especulação a notícia de que há tentativa de aproximação entre sua candidatura e a do candidato do PPB ao governo paulista, Paulo Maluf. ‘‘Não sei de nada. Como vou comentar uma coisa que não estou vendo? Tenho 44 anos inteirinhos, já vou fazer 45 este ano. Não sou neném para responder a provocações’’, disse.
Ciro participou de uma assembléia, ontem à tarde, na porta da metalúrgica Deca, na capital paulista. Ele esteve acompanhado do vice em sua chapa, o presidente licenciado da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva, o Paulinho. Cerca de 400 dos 1,5 mil funcionários da empresa acompanharam o ato, que marcou o primeiro contato de Ciro com trabalhadores em porta de fábrica em São Paulo.
Durante discurso aos metalúrgicos, o presidenciável pediu aos trabalhadores atenção na hora da escolha do candidato em quem vão votar. ‘‘Não decidam na pressa da propaganda. Descubram quais são as propostas’’, disse. Ciro e Paulinho discursaram em cima de um carro de som do Sindicato dos Metalúrgicos. Questionado se iria utilizar a estrutura da Força Sindical para fazer campanha, Paulinho limitou-se a dizer. ‘‘Foi coincidência o carro de som estar aqui’’.
Por acaso - A vice-presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo, Elza Costa Pereira, mulher de Paulinho, também disse que não integrou o grupo de sindicalistas que formalizou, na parte da manhã, apoio ao pré-candidato ao governo do Estado de São Paulo, Paulo Maluf (PPB).
Elza disse que participou da reunião a convite de Maluf, porque estava no escritório dele naquele momento para gravar uma entrevista com o candidato sobre a implantação do Projeto Cingapura, em São Paulo. ‘‘A entrevista fazia parte de trabalho para a Escola de Governo, promovida pela Força Sindical, e da qual participo’’, justificou ela. ‘‘Por acaso, a hora da entrevista coincidiu com a da reunião.’’
Pela manhã, nove sindicatos ligados à Força Sindical formalizaram apoio a Maluf. Elza participou da reunião, manifestou sua simpatia por Maluf, mas disse que ‘‘ainda era cedo’’ para definir um apoio formal da Força a um candidato ao governo do Estado.

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