O candidato do PPS, Ciro Gomes, iniciou sua campanha à presidência ontem por Belo Horizonte - capital do segundo maior colégio eleitoral do País - reclamando da falta de espaço na mídia para expor suas idéias. ‘‘Quero vencer as eleições, quero reunir os brasileiros, mas, se não o fizer, alguém me dirá um dia: tinha um candidato que não se calou, que não lambeu as botas do Fernando Henrique, que não se entregou à vassalagem e ao poder econômico internacional, e esse era um garoto do Ceará apoiado por mineiros de boa f钒, afirmou. ‘‘Há um sentido missionário nisso que já me compensa’’, acrescentou.
Ciro acusou FHC de agir com ‘‘arrogância e prepotência’’ em relação à maioria dos estados, favorecendo São Paulo. O também candidato disse que, na campanha eleitoral deste ano, o presidente tentará fazer ‘‘um prato requentado de 1994’’, com ele de um lado e o candidato do PT, Luiz Inácio Lula da Silva, como ‘‘saco de pancadas’’, do outro. ‘‘Fernando Henrique quer fazer da eleição um falso plebiscito sobre o real, como um milagre que só ele é capaz de manter, contra o Lula, que é identificado pelo preconceito, pela propaganda, pelos erros que comete e também como um inimigo do real.’’
À tarde, Ciro visitou a sede do PL, partido coligado ao PPS nacionalmente. Em seguida, esteve com dirigentes do PMDB estadual, cujo candidato ao governo é o ex-presidente Itamar Franco, amigo do ex-ministro, para pedir apoio formal à sua candidatura. O presidente regional do partido, Armando Costa, agradeceu a solicitação, mas disse que os peemedebistas mineiros ainda se mantém ‘‘indefinidos’’ em relação à eleição presidencial.

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