Ciro Gomes e Lula defendem prudência
O candidato a vice-presidente também virou uma preocupação nas campanhas de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Ciro Gomes (PPS). Se você não tem um nome indiscutível, acima de qualquer suspeita, é melhor não anunciar ninguém, resume o deputado Émerson Kapaz (PPS-SP), um dos coordenadores da campanha de Ciro. Não vamos criar arestas antes do tempo, acrescentou.
No caso de Ciro, a cautela é maior por conta dos problemas com os outros partidos da Frente Trabalhista (PDT e PTB), que já ameaçaram romper a coligação. O PTB paulista, por exemplo, tem insistido no sindicalista Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força Sindical, mas sua simples menção provoca arrepios em parlamentares do PPS.
Eles lembram a relação polêmica entre Paulinho e o Ministério do Trabalho por conta de recursos que o governo repassa à Força. Um vice não pode atrapalhar e o Paulinho tem vôo próprio, suficiente para arranjar muita confusão, adverte um deputado. Iríamos criar um problema que o Ciro não tem e não precisa, acrescenta.
Embora considere relativo o eventual prejuízo dos vices, o líder do PT na Câmara, João Paulo Cunha (SP), também defende maior prudência. Definir isso agora seria muito precipitado, afirma.
Segundo ele, o PT ainda espera pelo PL, que poderia oferecer o senador José Alencar (MG). Se não for possível, outro nome fora do PT será tentado. Em último caso, será escolhido um petista, desde que não atrapalhe.
Estão cotados os senadores Eduardo Suplicy (SP) e Marina Silva (AC). Para o cientista político Jairo Nicolau, a única lógica do vice é superar deficiências do candidato principal. Um bom vice serve como contraponto, mas os políticos dão mais importância a isso do que os eleitores.





